Essa quadra da vida política brasileira está nos revelando uma estranha espécie de doença, que ataca a capacidade crítica de tantos da cidadania, afeta o conjunto ético e nos arrasta para um estágio de espírito no qual se perde a capacidade de indignação. E a tendência nesse diapasão é trazer tudo para o nível da normalidade.
Senadores e deputados cometem atos claros de corrupção e os confrades e as tais comissões de ética ficam indiferentes a verdadeiras barbaridades de conduta.
Há partido político que lança como seu candidato a Presidente da República um cidadão de conhecida e reprovável conduta, com atos e fatos comprovados que passam correndo pelos códigos de ética e invadem as regras do código penal, certos da impunidade.
Tivemos Presidente da República que claramente declarou que afastaria até Ministro se não conseguisse nomear Delegado-Geral da Polícia Federal, já que seus filhos e seus amigos jamais ficariam sem proteção.
Até uma República do Paraná, uma ficção jurídica-política foi criada, para combater a corrupção, atrativo de toda cidadania decente, quando se descobre que tal grupo de togados foram formados, com orientação estrangeira, para destroçar empresas nacionais que concorriam no exterior com as estrangeiras, e não se podia aceitar tal ousadia. Essa mentalidade está clarificada com o incômodo criado pelo Pix brasileiro, ameaçado claramente pelo governo colonialista e imperialista da área latino-americana.
Nesse momento de ousada pressão estrangeira, especialmente pelas terras raras, de sanções, taxações, discretas e possível invasão de nosso território para combater os terroristas, o espírito vira-lata faz um candidato a Presidente ir mais aos Estados Unidos do que a qualquer rincão nacional, em campanha eleitoral, para tentar adiar canalhamente a taxação dos produtos nacionais, para depois das eleições, porque esse anúncio teria abalado sua campanha eleitoral. Assim, para ele, pode taxar, mas depois que meu interesse estiver definido.
O Presidente do Senado é o farol da perdição ética, contando em suas cercanias com o Eduardo Cunha, aquele que disparou o processo de impeachment da Dilma Rousseff, porque ela não aceitou protegê-lo na Comissão de Ética, depois ele respondeu por seus crimes, foi condenado, cumpriu pena, mas elegeu sua filha como deputada, agora fica rondando seu gabinete e assessorando os Presidentes, o do Senado e o da Câmara dos Deputados. Sua lição é simples, ou o Poder Executivo aceita ficar submisso ao interesse pessoal de ambos ou eles colocam em pauta os projetos-bomba, para criar problemas para o Poder Executivo. Esse Alcolumbre repete Eduardo Cunha, votando e aprovando projetos que geram bilhões de gastos, para se vingar do governo.
O fato é que esse autêntico representante da escumalha, sinônimo de ralé, aqui política, expressão oca de brasilidade, não está nem aí com o que representa de disfunção em qualquer planejamento que se pretenda do desenvolvimento nacional, esvaziado pelas emendas parlamentares, que legalizam o descompasso das políticas públicas, resultando no prejuízo real para o próprio povo brasileiro. São os vingadores do povo.
A ética não tem passagem pelos órgãos diretivos do Senado, já que o maior crime financeiro da história brasileira, revelado pelas investigações policiais do Banco Master, não instala a Comissão Parlamentar de Inquérito, porque ele, Alcolumbre, teme não só o que lá no Amapá seu apaniguado fez de transferência de volume de dinheiro da Entidade de aposentados, que preside por indicação do próprio Alcolumbre, para o fatídico Banco Master.
Esse espírito doentio de nada fazer de importante para as futuras gerações de brasileiros, não fiscaliza o senador que, sem pedir licença de suas funções, ainda viaja para ser comentarista dos jogos da seleção brasileira.
Na Câmara tem a liderança da direita surpreendida com a polícia federal descobrindo 470 mil reais, dentro do armário de apartamento, num saco de lixo, e ele declarando ter se esquecido de depositá-lo depois de vender um terreno, cuja compra e venda não teria ficado provada, para um comprador sem capacidade financeira para fazer tal negócio. Ele é tão verborrágico como o seu mentor e aliado, o agente político fantasiado de pastor, o tal do Malafaia. O Brasil, com tais corretores da dignidade nacional nada promete, mas a esperança é o renascer de uma consciência organizada e redentora, que reconstrua o sentimento de nação, para abastecer um Estado, com seu povo vinculado ao processo social de produção e do consumo e ao processo de criação.