O movimento sionista e a deputada brasileira

Em meio à escalada militar e ao genocídio sempre inacabado, promovido pelo Estado de Israel na Palestina e no Oriente Médio, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) encabeça repugnante projeto no Congresso Nacional, o Projeto de Lei 1.424/2026. Sob o pretexto de “orientar políticas públicas”, esse Projeto tenta instituir no Brasil a definição de antissemitismo da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto), o que, na prática, trata-se de um projeto da mordaça impulsionado pelo lobby sionista para censurar e criminalizar qualquer crítica ao Estado de Israel.

O texto do Projeto de Lei confunde intencionalmente antissemitismo, que é o inaceitável racismo contra judeus, com o antissionismo, movimento político discriminador, violento e criminoso. Aliás, essa é a prática do regime israelense, para angariar legitimidade, inclusive explorando a compaixão mundial em razão do Holocausto nazista da 2ª guerra mundial.

Com esse projeto, a justa crítica à política discricionária do Estado de Israel, dominado pelo sionismo, ganharia uma muralha de proteção no Brasil.

Na verdade, essa tentativa legislativa pelo lobby sionista é repetida em outras partes do mundo. No entanto, o sofrimento de Gaza, com ataques classificados como crimes de guerra, está isolando Israel na opinião pública mundial, com o silêncio das elites ocidentais, e com os movimentos de ruas, tanto na Europa como nos Estados Unidos, em favor dos Palestinos. O governo estadunidense reprimiu violentamente os estudantes de famosas universidades.

Esse Projeto de lei foi subscrito por 45 deputados do PL – Partido Liberal, mais o defensor de um partido nazista no Brasil, Kim Kataguiri, do União-SP. Mais deputados do PT, como Reginaldo Lopes, Luiz Couto, Alexandre Lindenmeyer, Welter, Vander Loubet e Ana Paula Lima, e ainda a deputada Heloísa Helena (Rede-RJ) que depois, alertados, retiraram suas assinaturas.

Essa tentativa de amordaçar as críticas não merece ressonância alguma na imprensa tradicional, que permanece silente e omissa diante das atrocidades dos sionistas, cometidas diariamente, desde 1948. Essa omissão deliberada ignora a prática reiterada de atrocidades na qual as mulheres são mortas para não procriarem e as crianças são mortas para não crescerem, numa política de extermínio ignorada pelas nações cristãs do Ocidente.

Esse projeto não é o único que representa o atual nível do Parlamento brasileiro. Ele majoritariamente se inflete até a extrema-direita, identificada com o sionismo, passando pelas emendas parlamentares que atingem bilhões de reais, comprometendo qualquer planejamento governamental de desenvolvimento nacional.

A deputada Tabata Amaral, no exercício de seu mandato, já falhou em matéria de lealdade partidária, quando seu partido, então o PDT, fechando questão, decidira com ela um projeto de previdência social, contra o qual ela mesma votou. A lealdade com a disciplina partidária representa o eixo de uma prática política eficaz e legítima, que se desfaz com a desobediência, quando não com a traição.

Portanto, ser infiel para com os ideais democráticos, cercados pela disciplina partidária, não constitui uma boa razão para se estar com a vestimenta da representação popular.

Uma lei não pode, direta ou indiretamente, ter o efeito perverso de ferir um direito fundamental pela prática de seu exagero, que é a liberdade de opinião, especialmente quando seu efeito é esconder uma realidade tão brutal, patrocinada por um Estado que, como ocupante de terras alheias, não pode nem invocar o direito de defesa, pois esse sucumbe diante do direito de resistência exercido por um povo humilhado.

Da vida morta

Quando soube, a primeira vez, que ele estava internado lá no Hospital da Unimed, eu o visitei, e pudemos relembrar muitas histórias em comum.

Quando fui, numa segunda vez, numa outra internação, ele já recebera alta e voltara para casa.

Esses foram meus últimos movimentos para reencontrar o Joaquim Rezende, falecido no último dia 29 de julho.

Nosso encontro inicial foi no antigo MDB, em 1976, quando candidato a Prefeito, Joaquim foi o vice. Posteriormente, na candidatura do Antônio Palocci, com a coligação PT/PSDB, em 1992, meu esforço foi para que Joaquim fosse o vice, como realmente ele o foi.

O ingresso na política alargou o campo de semeadura que se oferece às pessoas devotas do humanismo, cristão ou não. Joaquim com seus seguidores vieram da prática social da igreja católica, vivenciando a igreja preferencial dos pobres”, “o desenvolvimento é o novo nome da paz”. Época em que a teologia da libertação colocava a salvação dos povos na superação das estruturas sociais injustas, colonialistas, violentas e separatistas.

Os cristãos foram, ardilosamente, confundidos com os comunistas, porque ambos eram contra o imperialismo ocidental. E defender um Estado forte, dono de empresas estratégicas para o país, era o mesmo que ser comunista.

A linguagem igualou duas frentes de luta anti-imperialista, na qual a aproximação entre a União e os Estados e Municípios seria o instrumento aglutinador de nossa fé, de nossa luta, de nosso cardápio político da época.

E a política entrou de vez no coração, na alma e na consciência do Joaquim, que depois da vice-Prefeitura, ocupou os cargos que só vivenciaram aquele espírito inquieto, que nessa última etapa da vida se manifestava através da palavra poética, que disseminava pelo Whatsapp.

Com a experiência de cargos públicos, especialmente como Diretor-Executivo da Funap, cuja finalidade era e é a recuperação do homem e da mulher encarcerados, pude melhor compreender as duas dimensões visíveis do Joaquim, que a rigor se encaixam em todos que têm tal origem de atuação e tal sequência pública dessa vocação: se o trabalho social tem como forte a religião, ou simplesmente um humanismo emergente de uma alma nobre, o trilho é o da caridade; se o trabalho social tem como fonte pública, o trilho é o da justiça.

Assim, recordar nossa campanha é registrar a presença de dois outros companheiros falecidos, que estavam naquele time, o João Cunha, no auge de seu prestígio parlamentar e profissional, era convidado para discursar na Bahia, em Minas Gerais, e o outro era o Flávio Condeixa Favaretto, que até chegou a acreditar que nossa campanha de trintas dias só precisava de um evento inesperado, forte, abalador, surpreendente, para vencer.

Joaquim e nós fomos os lutadores dessa luta. Aos mortos nossa homenagem e nossa saudade.

Uma doença que se esvai com o voto

Essa quadra da vida política brasileira está nos revelando uma estranha espécie de doença, que ataca a capacidade crítica de tantos da cidadania, afeta o conjunto ético e nos arrasta para um estágio de espírito no qual se perde a capacidade de indignação. E a tendência nesse diapasão é trazer tudo para o nível da normalidade.

Senadores e deputados cometem atos claros de corrupção e os confrades e as tais comissões de ética ficam indiferentes a verdadeiras barbaridades de conduta.

Há partido político que lança como seu candidato a Presidente da República um cidadão de conhecida e reprovável conduta, com atos e fatos comprovados que passam correndo pelos códigos de ética e invadem as regras do código penal, certos da impunidade.

Tivemos Presidente da República que claramente declarou que afastaria até Ministro se não conseguisse nomear Delegado-Geral da Polícia Federal, já que seus filhos e seus amigos jamais ficariam sem proteção.

Até uma República do Paraná, uma ficção jurídica-política foi criada, para combater a corrupção, atrativo de toda cidadania decente, quando se descobre que tal grupo de togados foram formados, com orientação estrangeira, para destroçar empresas nacionais que concorriam no exterior com as estrangeiras, e não se podia aceitar tal ousadia. Essa mentalidade está clarificada com o incômodo criado pelo Pix brasileiro, ameaçado claramente pelo governo colonialista e imperialista da área latino-americana.

Nesse momento de ousada pressão estrangeira, especialmente pelas terras raras, de sanções, taxações, discretas e possível invasão de nosso território para combater os terroristas, o espírito vira-lata faz um candidato a Presidente ir mais aos Estados Unidos do que a qualquer rincão nacional, em campanha eleitoral, para tentar adiar canalhamente a taxação dos produtos nacionais, para depois das eleições, porque esse anúncio teria abalado sua campanha eleitoral. Assim, para ele, pode taxar, mas depois que meu interesse estiver definido.

O Presidente do Senado é o farol da perdição ética, contando em suas cercanias com o Eduardo Cunha, aquele que disparou o processo de impeachment da Dilma Rousseff, porque ela não aceitou protegê-lo na Comissão de Ética, depois ele respondeu por seus crimes, foi condenado, cumpriu pena, mas elegeu sua filha como deputada, agora fica rondando seu gabinete e assessorando os Presidentes, o do Senado e o da Câmara dos Deputados. Sua lição é simples, ou o Poder Executivo aceita ficar submisso ao interesse pessoal de ambos ou eles colocam em pauta os projetos-bomba, para criar problemas para o Poder Executivo. Esse Alcolumbre repete Eduardo Cunha, votando e aprovando projetos que geram bilhões de gastos, para se vingar do governo.

O fato é que esse autêntico representante da escumalha, sinônimo de ralé, aqui política, expressão oca de brasilidade, não está nem aí com o que representa de disfunção em qualquer planejamento que se pretenda do desenvolvimento nacional, esvaziado pelas emendas parlamentares, que legalizam o descompasso das políticas públicas, resultando no prejuízo real para o próprio povo brasileiro. São os vingadores do povo.

A ética não tem passagem pelos órgãos diretivos do Senado, já que o maior crime financeiro da história brasileira, revelado pelas investigações policiais do Banco Master, não instala a Comissão Parlamentar de Inquérito, porque ele, Alcolumbre, teme não só o que lá no Amapá seu apaniguado fez de transferência de volume de dinheiro da Entidade de aposentados, que preside por indicação do próprio Alcolumbre, para o fatídico Banco Master.

Esse espírito doentio de nada fazer de importante para as futuras gerações de brasileiros, não fiscaliza o senador que, sem pedir licença de suas funções, ainda viaja para ser comentarista dos jogos da seleção brasileira.

Na Câmara tem a liderança da direita surpreendida com a polícia federal descobrindo 470 mil reais, dentro do armário de apartamento, num saco de lixo, e ele declarando ter se esquecido de depositá-lo depois de vender um terreno, cuja compra e venda não teria ficado provada, para um comprador sem capacidade financeira para fazer tal negócio. Ele é tão verborrágico como o seu mentor e aliado, o agente político fantasiado de pastor, o tal do Malafaia. O Brasil, com tais corretores da dignidade nacional nada promete, mas a esperança é o renascer de uma consciência organizada e redentora, que reconstrua o sentimento de nação, para abastecer um Estado, com seu povo vinculado ao processo social de produção e do consumo e ao processo de criação.