Qualquer matéria sobre a CPI da covid-19 deve iniciar exaltando o equilíbrio e a prudência do Presidente Omar Aziz, que indeferiu o requerimento de prisão, secundado por quem a requerera, que foi o Relator Renan Calheiros, que tinha o dever de fazê-lo, diante da desfaçatez do ex-Secretário da Comunicação, Fábio Wajngarten, em dedicar-se deslavadamente à mentira e à contradição espantosa com sua própria versão publicada na Revista Veja e gravada em áudio. O requerimento de prisão e prerrogativa irrecusável, até para ficar clara a possibilidade do exercício desse poder pelo Presidente da Comissão, como também avisar, didática e pedagogicamente, o risco da mentira após o testemunho de falsear a verdade.

A pergunta é: por que um Chefe de Comunicação se planta como negociador do governo, em matéria sanitária? Por que ele se reunia com os servidores do mencionado laboratório e, surpreendentemente, por que Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, participou da reunião?

Fabio disse que a reunião com a Pfizer foi para que ela o agradecesse por ter feito um ato só de resposta. Ora, isso se faz por e-mail. Ele disse ainda que da reunião não participara mais ninguém. Ele e os representantes do laboratório tão só. No dia seguinte, Carlos Murilo, Chefe Geral da Pfizer na América Latina, em depoimento desmente o ex-Secretário da Comunicação, incluindo o ingrediente inesperado: estava presente nessa reunião o filho do Presidente, vereador do Rio de Janeiro, que se dedica à destilaria do ódio.