O Tribunal de Contas da União (TCU) examina o contrato mantido pelo ex-juiz Sérgio Moro com a Consultoria norte-americana Alvarez & Marsal, cuja receita dos últimos anos, no valor de 42,5 milhões de Reais, tem 75% desse valor, recebido das empresas envolvidas na Lava Jato, a qual o ex-juiz confessa ter sido o seu “Comandante”. Intimado, o ex-Juiz confessa ter recebido de salário o valor de R$ 3,5 milhões, para integrar o órgão investigativo da empresa, consultora na recuperação judicial da Odebrecht, a empresa desgraçada pela atuação do Moro.
Como contratado, Moro recebe o mesmo dinheiro que é pago pelas mesmas empresas que ele, juiz parcial, praticamente quebrou.
A representação que motivou a exigência do TCU tem por objeto a ocorrência de eventual conflito de interesses, mediante a prática denominada “porta giratória”, significando o ato do servidor público que deixa sua função e vai trabalhar na empresa, no caso, que se beneficiou das decisões do juiz.
A situação tem lances e nuances que expõem esse juiz sem escrúpulos, que confessou ter sido um juiz que fez perseguição política, e não uma perseguição penal.
Essa consultoria já prestava serviços à OAS, em 2016, já em recuperação judicial, quando o ex-magistrado estava no esplendor midiático da Lava Jato. Depois, ele negociou seu cargo com a promessa de uma vaga no Supremo Tribunal Federal, dedicando-se ao jogo eleitoral da Presidência da República, até prendendo, arbitrariamente, quem estava mais cotado para ganhar as eleições.
Ganhou o cargo de Ministro da Justiça, abandonando antes a toga, que lhe servira de trampolim. Frustrado, na promessa que configura crime de corrupção, sai do governo e vai trabalhar justamente naquela Consultoria americana, que estava na recuperação da OAS, e passou a ser consultora na recuperação judicial da Odebrecht. Sobressai, na nova realidade empresarial, a prática estranha da remuneração de mais de oitenta executivos da empresa, que mesmo desligados dela, recebem salário, sob a justificativa de que teriam colaborado com a Lava-Jato. Quanto ao Diretor, preso cautelarmente, e absolvido no fim por instância superior, ele perdeu o emprego, a mulher e a família.
O ex-Magistrado que se dedicou à destruição de tantas empresas nacionais, infelicitando tantas outras, nem pensou nos milhares de desempregados que ele gerou. E, tranquilamente, foi trabalhar na Consultoria que, há tempos, particularmente conhecia sua ética ou sua aética, tanto que na live do jornalista Reinaldo Azevedo ele apresenta dois documentos fornecidos pela mesma Consultoria no processo do tríplex contra Lula, comunicando que tal imóvel pertencia a OAS. Não bastasse essa documentação convenientemente ignorada pelo ex-juiz, o imóvel era objeto de penhora em execução de dívida da OAS, lá em Minas Gerais. Essa prova documental foi ignorada pelo Magistrado.
Em outra live, a confissão do juiz: “eu fui comandante da Lava-Jato”.
Um Juiz, como todo juiz, não é comandante de nada, porque deve ser honesto, imparcial e preocupado em fazer justiça, como diretor do processo. Quando, na verdade, ele confessa que mandou naquela tropa de procuradores federais, ignora a existência de centenas de outros juízes e tantos procuradores no Brasil, independentes. E sobre eles paira o colaboracionismo ilegal e infame por ligações com o Departamento de Estado americano, sem que o governo brasileiro o soubesse. Vestiram-se todos da infâmia de quinta-colunas, inclusive com entrega de provas da Petrobras.
Moro e Dalton correm, agora, atrás da imunidade, como futuros ou potenciais candidatos, que tanto criticaram antes tal instituto jurídico, em relação aos seus eventuais réus.
Moro teve suas sentenças anuladas, por agir parcialmente.
Juiz parcial é juiz desonesto, é juiz corrupto.