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Moral pública e política na imprensa

18 segunda-feira jul 2022

Posted by Feres Sabino in blog

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Um registro de manchetes e notícias de jornais estabelece claramente a realidade da miséria moral e político-econômica de nosso país. Assim:

A semana foi marcada pelo esconderijo natural do fascismo dissimulado. Se tínhamos avançado no requisito transparência, como vertente democrática, agora a etiqueta é do sigilo protetor, pois, a “Receita impõe 100 anos de sigilo sobre ação em favor de Flávio Bolsonaro” – “Processo descreve como órgão escalou funcionários para provar tese da defesa do senador no caso das ‘rachadinhas’” (Folha de S.Paulo, 15 de julho de 2022). Esse ato tem coerência com a sinistra reunião presidencial, de abril de 2020, pois, nela ficou claro que o Estado seria usado para proteger amigos e familiares. Mas outra violência está na mesma edição: “Família luta por legado de Moa do Katendê, morto em 2018” – Mestre da capoeira foi esfaqueado após discussão política com bolsonarista”.

O crescimento espantoso da corrupção está na coluna de Conrado Hubner Mendes, na Folha do dia 14 de julho pp.: “No mensalão R$ 140 milhões. No petrolão R$ 2,1 bilhões desviados da Petrobras. O secretão (orçamento secreto), entre 2020 e 2022, R$ 53 bilhões de dotação orçamentária, R$ 44 bilhões orçamentados e R$ 28 bilhões já pagos”. No subtítulo lê-se: “Orçamento secreto aluga o centrão, seduz oposição, ainda libera e esconde o ladrão”.

O Rio de janeiro vive espécie de guerra civil, que já foi motivo de intervenção federal. Nosso Exército lá esteve e depois tudo continuou igual. Agora a ocupação do Ministro da Defesa e o ataque às urnas eletrônicas, enquanto isso o “Exército admite falhas em rastreio de armas no país”. “Dados de arsenal em mãos de grupo beneficiado por Bolsonaro são imprecisos” (Folha de S.Paulo, 3 de julho de 2022).

A Eletrobras, empresa estratégica, patrimônio público, é vendida a preço de banana. Há dinheiro sobrando no orçamento secreto, e para benefícios válidos só para o período eleitoral, há dinheiro tirado de outras setores, como saúde e educação. A “Fiesp critica projeto que contingencia pesquisa e inovação” (Valor, 12 de julho). Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, o Brasil investe pouco em pesquisas e inovação.

Enquanto a população tem o direito de igualar políticos da oposição e da situação, quando votam do mesmo jeito, os “Senadores aprovam ‘PEC DO DESESPERO’ (Tribuna, 1° de julho de 2022) e Maria Cristina Fernandes (Valor, 7 de julho de 2022) comenta: “A aprovação da PEC do desespero, dará ao presidente Bolsonaro um volume mensal de recursos (R$ 12 bilhões) em valores nominais, quatro vezes maior do que aquele dispendido pelo Bolsa Família (R$ 2.9 bilhões)”.

A Amazônia é palco de desmatamento desvairado e de mineração criminosa e tráfico permanente, lê-se que “Em 1 ano no meio Ambiente, Leite acumula números piores que Salles” (Folha de S.Paulo, 4 de julho).

A situação da população brasileira, com essa política neoliberal costurada muito antes da guerra da Ucrânia, é revelada pela pesquisa do Serasa, divulgada em abril: 66,1 milhões de pessoas estão negativadas, elas não têm dinheiro para quitar suas dívidas. E vai ficar pior, é a previsão (Valor, 10 e 11 de julho).

O governo federal não assume nada, os culpados são governadores e o Presidente da Petrobras, mas Pérsio Arida, no jornal Valor de 9, 10 e 11 de julho, diz claramente: “Inflação é sempre o resultado de uma falha do governo”. “Nosso primeiro compromisso tem que ser com a democracia. Estamos vivendo um retrocesso civilizatório”. “Com uma boa agenda ambiental e respeito às instituições, o Brasil deixa de ser um pária dos investimentos”.

Preocupação única é ficar no poder, acreditando no caos, que promove, e agora “Bolsonaro turbina Auxílio, mas corta verba de outros programas sociais” (Folha de S.Paulo, 10 de julho).

O discurso do ódio, ilustrado pela liberação das armas que chegaram mais fácil para as milícias e os traficantes, tem demonstrado sucesso nos seus efeitos, tanto que “Bolsonarista invade festa e mata petista a tiros no PR – Agressor que foi ao local dizendo ‘aqui é Bolsonaro’ também acabou baleado” (Folha de S.Paulo, 11 de julho). Mas essa violência não é isolada, pois, na mesma edição: “Clima tenso sugere escalada assustadora na eleição”. “Atirador apoia direita e governo nas redes”. E, no mesmo jornal, no dia 13, lê-se: “Escalada da violência é mais provável que golpe, afirma cientista político”.

Sempre a educação é o mantra. O Ministério da Educação recentemente esteve à mercê de pastores corruptos, com CPI para depois das eleições, mas a verdade é que “Vivemos grande retrocesso na formação humana”; “O Brasil desenvolve seu sistema educacional de forma “frustrantemente” lenta e ainda vive uma fase de retrocesso”, diz o cientista social e escritor Eduardo Giannetti, na Folha de S.Paulo de 25, 26 e 27 de junho.

“SP teme mais assalto, e em Minas e no Rio o maior medo é a bala perdida – Risco de ser assaltado assombra 4 em 5 moradores dos três estados, mostra Datafolha (Folha de S.Paulo, 9 de julho). E na mesma edição, como prova de ajuda exposta aos amigos: “Planalto fez pedido ao MEC por pastor, aponta e-mail”.

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Convite à leitura

15 sexta-feira jul 2022

Posted by Feres Sabino in blog

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Meu primeiro livro DA PALAVRA AO FATO (Círculo das Artes) reúne artigos e discursos do período compreendido entre 1974 e 2004.

Nele a celebração é da palavra que, como ação, constitui a arma e a elegância do advogado e do jornalista. Viver, conviver, convencer, persuadir, amar, pressupõe o vínculo comunicativo da palavra. Reivindicar, orar, lutar, defender direitos e interesses, através da palavra, constitui o elo invisível da aproximação ou da comunhão de todos na sociedade.

Às vezes, a palavra serve à disseminação da falsidade, ou à confusão de conceitos, quando em nome da democracia a liberdade de expressão é usada para destruí-la, no reinado dos impostores. E é com a palavra e pela palavra que eles são desnudados, desventrados, condenados e punidos na infindável caminhada da civilização.

Pode-se dizer que tais artigos e discursos perpassam o tempo da militância da política partidária, o da advocacia, com a participação na política da classe, lê-se Ordem dos Advogados do Brasil, o tempo da Associação dos Advogados, o tempo da Procuradoria Geral do Estado, o tempo da Assessoria Jurídica do Governo, o tempo da Secretaria dos Negócios Jurídicos da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, o tempo de Diretor Executivo da Funap (Fundação Manoel Pedro Pimentel), direcionada à ressocialização da pessoa prisioneira, e, finalmente, da Academia Ribeirãopretana de Letras.

Os artigos ou discursos não se sucedem cronologicamente, a sequência é temática.

Convido-o à leitura.

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A onça e o militar na live

11 segunda-feira jul 2022

Posted by Feres Sabino in blog

≈ 1 comentário

A live clássica do fascismo aparece com um militar, vestindo farda do Exército nacional, com medalhas grudadas no peito heroico, sugerindo lutas imaginadas, mas vitoriosas, vociferando contra as urnas eletrônicas e o TSE. E para infundir o medo dele e das ameaças prometidas ainda aparecia, no esquadro, robusta onça pintada, como se a live para valer devesse ter dois irracionais, um boquirroto, outro silencioso, porque fotografia.

E, ele avisou, se não atender o que o Ministro da Defesa pediu, está tudo preparado, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica irão à luta contra as urnas eletrônicas. A data escolhida para o nosso dia “D” é o dia 7 de setembro. Fiquemos com medo, desde já, o povo brasileiro saberá o que é desobedecer a raiva política, ambiciosa e cega.

O que tem de veraz e de amedrontador nesse espetáculo circense, e a comparação com esse destemor de querer atacar e destruir o símbolo da soberania popular, é justamente o ridículo.

O ridículo é no palco político o perigo. O ridículo é paciente, e avança ora devagar, ora depressa, mas avança sempre. No começo da carreira, Hitler chegou a tanto até que as instituições foram se encolhendo, encolhendo, até acontecer o que aconteceu. O ataque permanente contra as instituições democráticas é o único instrumento disponível, no cardápio da arruaça presidencial, no Brasil. Nada mais interessa à fome de poder e a seus privilégios.

As armas compradas com facilidade fogem do necessário rastreamento das Forças Armadas, que publicamente nada disseram dessa liberação a tempo e a hora, apesar de que tal aquisição beneficia milícias e a bandidagem. Na sede do império, republicanos e democratas adotaram restrições à venda de armas, em razão da estupidez facilitada para suas aquisições, que causaram tantas mortes de inocentes, o Brasil tem se colocado contra o caminho da razão, conduzindo-nos a galope à barbárie. No Japão, a restrição à compra de armas é grande, mas, mesmo assim, um maluco com arma caseira matou o primeiro-ministro Shinzo Abe, o homem mais famoso do país, em campanha eleitoral.

No Brasil, o discurso da arruaça presidencial faz adeptos, fardados e não fardados, viola as leis, debocha das instituições, julga-se ileso às garras da justiça, que ou são cortadas por um Congresso submisso às pressões das consultas eleitorais, que avizinham derrota próxima, ou pela indiferença da Procuradoria Geral da República, que deixa correr frouxo à ameaça quase diária praticada pelo chefe absoluto das forças armadas.

Nesse arranca-rabo constitucional, patrocinado por essa demência governamental, tem-se que o mais poderoso é o Presidente da Câmara dos Deputados, sentado sobre centenas de pedidos de impeachment do presidente arruaceiro. Se ele liberasse um só, provavelmente, ele não teria a força de convencimento que ele tem perante o presidente arruaceiro. A ameaça contra as instituições e as leis não está sendo tão eficiente como esse repouso ameaçador sobre centenas de pedidos de impeachment.

A coragem indômita daquele militar, no vídeo, querendo provar ser maior o seu do que o irracionalismo da onça, deveria pensar nas imensas fronteiras secas e não secas do Brasil com outros países, em especial no Vale do Javari, onde o indianista brasileiro e o jornalista britânico foram mortos, para vergonha do Brasil. O Brasil ali está entregue aos traficantes, à mineração ilegal, às drogas internacionais, como se não tivéssemos gente corajosa, como esse militar e sua onça, que deveria usar toda sua energia não para combater as urnas eletrônicas, mas os bandidos que agem à solta nas fronteiras e dentro delas.

Há quem diga até que o ouro brasileiro sai, agora, de avião para as Guianas, como se saísse da casa da sogra, muda e surda. E nessa ida, o militar e a onça levassem junto com ele, por designação formal, os militares que estão no bem-bom da administração pública, e que plantariam sua vigilância ali, naquele canto que o mundo já sabe que está sob o domínio de quem não deve estar, e muito menos dominar. A razão pública alega que o Congresso não destinou verba para isso, mas nada falam do orçamento secreto, que destinou cinquenta milhões a um só senador, que quando recebeu se assustou, e o disse publicamente, e está ameaçado de expulsão do seu partido, porque falou demais. Como na máfia, quem fala demais merece morrer.

Brizola, esse exemplo de coragem cívica, sempre dizia que o Rio de Janeiro não produz cocaína, nem fabrica armas, as drogas continuam entrando por mar, terra ou ar, e com um gravame: na Espanha, acompanhante militar da comitiva de nosso arruaceiro presidencial foi preso com quarenta quilos de drogas. Até hoje ele não contou quem o ajudou.

O surto atual do fascismo brasileiro tem como uma das fontes a misericórdia da anistia política, que estampa o malefício histórico contra a democratização real do país, como um sinal.

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