• Biografia

Feres Sabino

~ advogado

Feres Sabino

Arquivos Mensais: janeiro 2024

O Equador e o Brasil

29 segunda-feira jan 2024

Posted by Feres Sabino in blog

≈ Deixe um comentário

O Equador, como o Chile, não tem fronteira com o Brasil. Pouco importa o limite geográfico, nos dias de hoje. Afinal, a ciência e a tecnologia da informação tornaram o mundo uma aldeia.

Por isso, ficou claro: não são só as guerras que impactam todo o globo, os atos e fatos políticos sempre têm incidência, ora no comércio, ora na cultura, ora na política-ideológica, ora simultaneamente em todas as facetas que compõem um país, um Estado.

O atual presidente da Argentina tornou-se, por via eleitoral, outro enclave da ultradireita política, que se identifica, hoje, com o sionismo do Estado de Israel, fonte da desgraça palestina e exemplo para o governante argentino, tal como fora para Bolsonaro, que até se batizou nas águas sagradas do Rio Jordão, crendo acontecer o milagre do esquecimento de sua proximidade com a milícia do Rio de Janeiro, através do maior pistoleiro então conhecido, homenageado por ele e por seu filho nos respectivos Parlamentos que ocupavam. O bandido de elite, ex-membro da Polícia Militar daquele Estado, e que foi morto na Bahia, no estilo da queima de arquivo, e cujo corpo teria chegado oco para que qualquer nova perícia não identificasse a entrada e o trajeto das balas bandidas.

Essa ideologia, esparramada não só pela América do Sul, e que ainda ameaça a democracia brasileira, alcançou no pequeno Equador o auge da pregação igual ao esplendor do nosso lavajatismo, já que o Parlamento daquele país se curvou à infâmia do servilismo ao autorizar o ingresso e a permanência de forças militares estrangeiras no seu território. Aqui, conseguiram destituir uma Presidente com acusações falsas, abrindo brecha para um período de enfraquecimento do Estado e de redução de conquistas sociais, sob a égide da mediocridade apresentada como talento novo.

Lá, para chegar a esse ponto, foi preciso seu Poder Judiciário condenar um ex-Presidente da República à prisão, sob o incrível argumento de que teria ele “influenciado psicologicamente os corruptos”.

Aqui no Brasil, a toxicidade era da mesma natureza que se expandiu para outros países, como prova da existência planejada por uma única fonte de sua criação. A condenação do Presidente, afastado de disputar eleição presidencial, teve sentença da mesma natureza, mal redigida, sem prova, mas a tempo e a hora declarada nula.

No Equador desacreditou-se a legitimidade dos Poderes constituídos, para revelar a incapacidade do Estado de combater as milícias e as gangues que ameaçaram as estruturas do pequeno Estado. Nós tivemos, ao estilo da preparação de quatro anos, o nosso 8 de janeiro, felizmente como a maioria de nossas Forças Armadas somaram-se com a maioria da sociedade brasileira e da emergente firmeza de instituições, como o nosso Supremo Tribunal Federal. Mas, não nos iludamos porque nossa presença geopolítica inicia-se dentro do mapa imperial norte-americano, que de quando em vez faz exercícios combinados, entre militares dos dois países, como o último realizado na desejada Amazônia, no fundo, para lembrar discretamente a relação do império com o país aspira, ansiosamente, a não ser colônia.

Diz-se que a democracia brasileira está ameaçada, inclusive porque a democratização da informação de nossa imprensa não diz claramente que o governo brasileiro é um governo de frente ampla, em que ministros de um chamado “centrão” foram impostos por quem tem o controle da maioria de parlamentares, que exerce a chantagem política, e ainda como o poder de bilhões das corruptas emendas parlamentares.

No Equador, o neoliberalismo conseguiu que seu discurso fosse vitorioso, porque tudo foi abalado ou destruído em nome do Estado Mínimo, que é Estado nenhum, ou ainda, é um frangalho de Estado como colônia. Aqui no Brasil, a etapa vencedora desse espírito maléfico necessita da condenação judicial de todos os que compuseram a desgraçada República de Curitiba, e com o Juiz explicando ao Conselho Nacional de Justiça, como quer sua Corregedoria, inclusive quanto ao destino dado aos bilhões de Reais que estavam sob a custódia da 13ª Vara, na qual reinou o juiz, parcial, suspeito, portanto corrupto, Sérgio Moro. A notícia sobre a investigação das ilicitudes registradas na auditoria preliminar está assim divulgada, no Google:

“O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu uma reclamação disciplinar contra o senador e ex-juiz federal Sérgio Moro (União Brasil-PR) e outras autoridades vinculadas à força-tarefa da operação Lava Jato. O processo foi aberto por ordem do corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão.

“Além de Moro, serão investigados a juíza federal Gabriela Hardt e os desembargadores federais Loraci Flores de Lima, João Pedro Gebran Neto e Marcelo Malucelli. De acordo com o que divulgou o CNJ, o motivo da reclamação são as conclusões do relatório de correição feito na 13ª Vara Federal de Curitiba e nos gabinetes dos magistrados da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região”.

Sergio Moro, hoje senador, driblou o oficial de justiça, fugindo da citação, durante dois meses.

Compartilhar:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Email a link to a friend(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
Curtir Carregando...

Os postes e as árvores: a ironia

22 segunda-feira jan 2024

Posted by Feres Sabino in blog

≈ 1 comentário

Na cidade de São Paulo tem mais postes do que árvores, excetuando parques e áreas de preservação. Quantos postes e quantas árvores tem a cidade de Ribeirão Preto ou qualquer outra cidade da região metropolitana? Seria didático que cada uma esclarecesse cada quantidade para que se tenha o conhecimento do cuidado com o meio ambiente, com o verde, para se saber o grau de preocupação com a saúde pública que anima a política da cidade.

Na cidade de São Paulo existem 750 mil postes e 652 mil árvores espalhadas pela cidade.

Essa questão emergiu com as alterações climáticas, que causaram, na capital paulista, tantos ventos fortes, tanta água de chuva, tanta inundação, prolongada falta de energia elétrica, e até morte de pessoa por eletrocussão e por um fio desencapado e energizado, e ainda a derrubada de duzentas (200) árvores.

A queda das árvores, muitas gigantes que interromperam o trânsito e o deslocamento das pessoas, provocou o alerta da imprensa, que levou o jornal VALOR do dia 10 de janeiro último ao professor Giuliano Locosselli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo, que além das pedagógicas lições, destacou a importância de se proceder ao manejo e à manutenção das árvores, pois, essa prática é que previne quedas e garante vida longa a elas. Segundo ele, “… a queda das árvores em ruas e avenidas com edificação acima de cinco ou mais andares é o dobro da média registrada na cidade”.

No entanto, a cidade de São Paulo apresenta uma forte ironia, pois, desde 2005, já tinha como referência de política pública o Manual Técnico de Arborização Urbana, revisto em 2023, editado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, da Prefeitura Municipal de São Paulo.

E um volume originariamente de mais de 100 páginas, veiculado pelo Google, cuidadosa e cientificamente preparado, com gráficos, números e textos, que ensina não só a técnica de como plantar, mas qual árvore plantar, se na calçada, se em área pública ou privada. E registra a importância do planejamento para execução de uma política de manejo adequado e próprio, para manter, preservar ou trocar, quando necessário.

Esse exemplar ainda registra os benefícios múltiplos pela existência das árvores às pessoas, não só porque captura gás carbono, umedece o solo, refresca o meio ambiente.

Esse instrumento de política pública é de tal importância e de tal valor, que vale a transcrição de seu sumário, para se concluir que se a Prefeitura da Capital tivesse seguido o seu Manual, provavelmente muito prejuízo seria prevenido, assim:

Introdução

Apresentação

Por que arborizar?

Planejamento da Arborização Urbana

Plantio de Árvores

Técnicas para o Manejo

Legislação

Glossário

Anexos:

I. Lista de Árvores – Espécies Indicadas para Arborização de Calçada

II. Lista de Árvores – Espécies Indicadas para a Arborização de Área Interna

III. Lista de Árvores – Espécies Inadequadas na Arborização Urbana

Ribeirão Preto tem uma Lei de Arborização Urbana, regulamentada pelo Decreto nº 409/1996, cabe saber se ela está sendo cumprida, se existe algum levantamento entre postes e árvores, como se processam os cortes das árvores para que os fios de energia elétrica fiquem “livres” do estorvo das árvores, se a manutenção é feita regularmente, se há orientação técnica e pública para indicar qual árvore é adequada para a calçada ou outro espaço, qual planejamento existe.

Afinal, o clima de Ribeirão e da região é quente, tem variado muito para ficar mais quente, e o plantio das árvores é que pode atenuar o que não se sabe o que acontecerá daqui para a frente, pois a natureza está cobrando seus créditos à alienação e à irresponsabilidade.

Compartilhar:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Email a link to a friend(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
Curtir Carregando...

Gaza – a prisão a céu aberto

15 segunda-feira jan 2024

Posted by Feres Sabino in blog

≈ 2 Comentários

O historiador judeu Breno Altman, jornalista brasileiro, que mantém um canal digital – Opera Mundi –, no qual comenta com extraordinária competência a atual situação da Palestina, está sendo perseguido por entidade judaica, que instrumentaliza os órgãos policiais e de repressão do Estado brasileiro, para não só amedrontá-lo como, se possível, calá-lo.

Na verdade, ele faz uma separação didática e real entre os judeus, em relação aos quais mantemos o melhor e o maior respeito, e o sionismo, que é o movimento político, discriminatório, racista, violento, supremacista, que se acasalou no poder e na estrutura do Estado de Israel e tenta utilizar qualquer crítica dirigida contra ele, como se fosse inspiração, obra e graça do famigerado e repelido antissemitismo.

Essa guerra colocou a questão palestina, como nunca antes, na pauta do mundo, ainda que a imprensa brasileira e mundial sempre tenha tratado o Estado de Israel como vítima, ignorando todas, eu disse todas, as recomendações da ONU relativas ao respeito devido à nação palestina, face à violência permanente do Estado de Israel.

A desgraça foi iniciada anos depois do horror nazista do gueto de Varsóvia, porque inaugurado com a criação dos dois Estados, o Palestino e o de Israel, com os sionistas promovendo, violentamente, o êxodo de milhares de palestinos, desde 1948, mediante ameaça, destruição e morte, ininterruptamente. Mandela, o herói da luta antiapartheid na África do Sul, chegou a declarar que o sistema de exploração e humilhação dos palestinos, na Palestina, é pior do que aquele que foi combatido e vencido na África do Sul. A sofisticação é tão refinada, que o controle israelita dos alimentos que entravam em Gaza passava necessariamente pelo cálculo das calorias devidas a cada um, naquele pequeno território de maior densidade populacional, quase dois milhões de pessoas, já reconhecido como a maior prisão a céu aberto do mundo.

A violência, direta e indireta, de Israel, durante mais de 70 anos, entremeada por humilhações permanentes, é acentuada pela exclusão dos palestinos das estradas construídas pelo Estado de Israel, discriminados no sistema educacional, sendo que as “aldeias” palestinas não se intercomunicam entre si, e na Cisjordânia, que seria o território do Estado de Palestino, dia a dia, os palestinos são discriminados e expulsos para darem lugar aos colonos israelenses, que já são setecentos mil, provindos de toda parte do mundo. Enquanto os colonos conseguem facilmente autorização para construção de suas casas, aos palestinos dificultam ao máximo, numa proporção de uma para cem.

Os lamentáveis acontecimentos que romperam a empáfia e a arrogância do governo israelense, que se achava invulnerável, visaram primordialmente militares e instituições militares, e aconteceram após o premier Benjamin Netanyahu ter ido, no final do ano passado, à Assembleia Geral da ONU, para exibir um mapa da Nova Israel, que excluía da geografia local a Palestina. Os ataques ofereceram ao governo sionista, discriminador, vingador, invulnerável vulnerabilizado, a possibilidade de bombardear hospitais, ambulância e equipe da ONU, matar mulheres e crianças, num cenário muito assemelhado, como sofrimento, desespero e aflição, ao dos seis milhões de judeus confinados e mortos nos campos de concentração nazistas. Estes não são culpados se os sionistas introjetaram o vírus de seu ódio tecnicamente aperfeiçoado.

E a África do Sul que, agora, encabeça, com 57 países da Organização de Cooperação Islâmica, petição à Corte Internacional de Haia, na Holanda, na qual “acusa o Estado de Israel de descumprir a convenção de prevenção e punição do genocídio”. O Brasil declarou o seu apoio.

O professor palestino de Literatura Comparada das Universidades de Columbia, Harvard e Johns Hopkins e Yale, Edward W. Said, um dos maiores críticos culturais do Século XX, em seu livro A questão Palestina, escrito em 1977 e início de 1978, registra: “Escrever criticamente sobre o sionismo na Palestina nunca significou, e não significará agora, ser antissemita, ao contrário, a luta pelos direitos palestinos e pela autodeterminação não significa apoiar a família saudita ou as estruturas de Estado antiquado e opressores da maioria das nações árabes. Mas, é preciso admitir que os liberais e a maioria dos ‘radicais’ foram incapazes de se livrar do costume sionista de equiparar antissionismo ao antissemitismo” (Editora Unesp, 1992).

A didática corajosa de Breno Altman está rigorosamente na linha da história.

Compartilhar:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Email a link to a friend(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
Curtir Carregando...
← Posts mais Antigos

Posts recentes

  • A soberania do Brasil e o espírito de vira-lata
  • A traição da fé
  • A PAZ, rediviva ou ressuscitada
  • A escumalha parlamentar na fase pré-natalina
  • Os vampiros do dia e da noite

Arquivos

  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • agosto 2015
  • julho 2015
  • junho 2015
  • maio 2015
  • abril 2015
  • março 2015
  • fevereiro 2015
  • dezembro 2014
  • julho 2014
  • junho 2014
  • maio 2014
  • abril 2014
  • março 2014
  • dezembro 2013
  • novembro 2013
  • setembro 2013
  • agosto 2013
  • julho 2013
  • junho 2013
  • maio 2013
  • março 2013
  • fevereiro 2013
  • janeiro 2013
  • agosto 2012
  • junho 2012

Categorias

  • blog

Meta

  • Criar conta
  • Fazer login
  • Feed de posts
  • Feed de comentários
  • WordPress.com

Blog no WordPress.com.

  • Assinar Assinado
    • Feres Sabino
    • Junte-se a 58 outros assinantes
    • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
    • Feres Sabino
    • Assinar Assinado
    • Registre-se
    • Fazer login
    • Denunciar este conteúdo
    • Visualizar site no Leitor
    • Gerenciar assinaturas
    • Esconder esta barra
%d