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Feres Sabino

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Feres Sabino

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O jeitinho podre de ser jeitinho

28 segunda-feira out 2024

Posted by Feres Sabino in blog

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Esse jeitinho de ajustar, ou querer acertar, qualquer grave problema ou acusação ou de processo, presente em todos os setores e Poderes do país, eu qualifico como prática da ética molenga, que durante muito tempo foi considerada virtude brasileira. Haja vista a sequência de anistia, no plano histórico, para se concluir de sua prática perniciosa.

Com essa adoção quase como “cultura”, nada se resolve rapidamente, sempre se protela, quando não decide contra o óbvio, tal como se fez com as provas contra Artur Lira. Ou ainda, em muitas ocasiões, esse dever molenga investe parado no tempo, para que se esqueça da pena, lembrando-se vagamente do crime, abrigado no instituto jurídico da prescrição. Por ele a pena é esquecida, e a lembrança do crime é inoperante.

Esse dever molenga construiu a forma jurídica da bandidagem legal, por exemplo, através de emendas parlamentares, que atingem bilhões, comprometendo o projeto de desenvolvimento do país, que pressupõe planejamento. Até a lisura do processo eleitoral precisa ser analisada com o investimento do dinheiro público provindo das emendas parlamentares. Quando a seriedade do Ministro Flávio Dino exige o cumprimento da regra constitucional da transparência, eis que os bandoleiros da lei, além de não apresentarem os documentos com indicação do nome do deputado, que recebeu a bolada, omitindo-se para que o recebeu, e por que o fez, os representantes dos bandoleiros se mobilizam para a barganha do dever molenga, ameaçando a competência do Supremo Tribunal Federal, falando até em impeachment de Ministros.

Nessa paçoca institucional, que tenta se erguer com dignidade, apesar do cerco manifesto dos assaltantes abrigados em alguns dos partidos políticos – HÁ MAIS DE TRINTA NO BRASIL.

Esse país sequestrado ouve, paralisado, sobre a presença da organização criminosa na Prefeitura de São Paulo, e ainda fica perplexo diante da privatização do patrimônio público por esses “lesa-pátria”.

Esse país sequestrado pelo dever molenga, que na sequência das pesquisas sobre a famigerada Lava Jato, surge dia a dia, nas pesquisas acadêmicas, o conluio de autoridades brasileiras, comandados por Deltan e Sergio Moro, para desmontar as empresas brasileiras que concorriam com as estrangeiras, em todas as partes do mundo. Aquelas empresas que seriam vertentes de um projeto de desenvolvimento nacional, tal como fizeram com a Petrobras, hoje destroçada, esquartejada.

Ainda, um exemplo que surge para essa reflexão é o fato de mais de 6.000 candidatos militares, nessas eleições, sem se desligarem definitivamente das respetivas Forças. Assim, perdendo ou ganhando, eles levam ao estamento militar, aos quartéis, inquietações ideológicas, geralmente de direita, conturbando o ambiente e comprometendo a própria hierarquia da disciplina militar. Se o Ministro do STF disse que o Brasil não define claramente o que é público o que é privado, até quando podia fazê-lo, exatamente no processo que autorizou a venda das subsidiárias da Petrobras, patrimônio público, sem licitação, – se o Ministro disse – é porque as Instituições estão esvaziadas do espírito da nacionalidade e do esforço comum de gerações anteriores. Com isso ganha-se a convicção de que as instituições, especialmente as permanentes, precisam saber claramente a organização do Estado Democrático que defendem, sem os ganchos ideológicos que servem para desviar a visão real do país.

Os princípios que informam a nacionalidade estão inscritos na Constituição do país, mas poucos leem e a cumprem e muitos a afrontam impunemente. A Constituição Federal, no seu artigo 1º, apresenta seus fundamentos: I. soberania, II. cidadania, III. dignidade da pessoa humana, IV. os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, V. pluralismo político. No seu artigo 3º, os objetivos fundamentais: I. construir uma sociedade livre, justa e solidária, II. garantir o desenvolvimento nacional, III. erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, V. promover o bem-estar de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade, e quaisquer outras formas de discriminação. No seu artigo 4º,A República Federativa do Brasil rege-se em suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I. Independência nacional, II. prevalência dos direitos humanos, III. autodeterminação dos povos, IV. não intervenção, V. igualdade entre os Estados, VI. defesa da paz, VII. solução pacífica dos conflitos, VIII. repúdio ao terrorismo e ao racismo, IX. cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, X. concessão de asilo político. E no parágrafo único do artigo 4º, a regra imperativa para buscar a integração econômica, política, social, cultural com os países da América Latina, visando a formação de uma comunidade latino-americana de nações.

Se os jornalistas soubessem não só o valor dos preceitos constitucionais, seguramente a interrogação sobre a posição internacional do Brasil, especialmente para o Presidente Lula, por exemplo, e se conhecessem os princípios regentes da nação, eles prestariam um serviço real, ao invés de criarem fantasias ideológicas, próprias das mentes colonizadas.

Uma nova ética precisa irromper nesse cenário, com os membros de nossas instituições tornando-se defensores reais delas, de seus princípios, de seus valores, garantindo-se assim sua legitimidade, que é a confiança do povo, para um país soberano, justo e livre.

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Matar, verbo transitivo

21 segunda-feira out 2024

Posted by Feres Sabino in blog

≈ 2 Comentários

Por mais que o sionista, movimento político, discriminador, odiento, violento, que fez da Palestina um “campo de concentração a céu aberto”, em tempo de “paz”, e um cemitério de morte de mulheres aos milhares, de crianças aos milhares, de casas destruídas aos milhares, em relação aos quais há hospitais e casa e saúde; por mais que mate comandantes dos adversários, negociadores, representantes da ONU, incluindo seus capacetes Azuis, no sul do Libano; por mais que bombardeiem aldeias libanesas; por mais que a esperteza histórica, alimentada pelo poderio econômico, sempre misturou o sionismo com o próprio povo judeu; por mais que a vocação mercantilista tenha explorado a tragédia do holocausto nazista, para sempre se apresentar como vítima no palco do mundo, vestindo a fantasia do sempre atacado pelos “selvagens” palestinos; por mais que durante 70 anos tripudiou sobre a população expulsa de suas terras palestinas; por mais que tenha desfilado disfarçadamente a segregação imposta (apartheid) pior do que a da África do Sul; por mais que tenha havido o descumprimento das Resoluções da ONU e de seu Conselho de Segurança; por mais que os governos ocidentais tenham preferido a omissão criminosa em qualquer conflito, sendo que para o conflito atual, eles foram pessoalmente validar a licença para os sionistas chegarem ao requinte do genocídio. Aliás, nem faltou a pequenez de dois governadores brasileiros, se postando como aprendizes do absurdo, ligados à extrema-direita; por mais que o discurso sionista supere em brutalidade e ódio os discursos de Hitler; por mais do mais, o fato é que a Palestina surge aos olhos desses nazistas evoluídos, com seus milhares e milhares de fantasmas para ocuparem as trincheiras invencíveis da verdade histórica em marcha.

Fiz essa recapitulação histórica depois de assistir a duas “lives” de ilustres pessoas, nascidas de vertentes diferentes, e que assumiram a condição de combatentes pela Palestina. Um, descendente de libaneses, outro, judeu norte-americano.

O judeu é Benjamim Moser, escritor, tradutor, historiador, biógrafo. Conheci-o lendo a biografia da extraordinária Clarice Lispector (judia) que para os entendidos é a melhor que se escreveu sobre ela. Não sabia de sua atividade política antissionista cujo centro é o seu país natal, os Estados Unidos. Ele disse que sofre lá, como sofre no Brasil o judeu Breno Altman (outro mestre), com a acusação e a perseguição das entidades representativas do governo sionista de Israel, porque seriam antissemitas.

Não são somente eles os intelectuais judeus nessa posição de combate, mas por enquanto fiquemos só com eles, especialmente para destacar a presença de Benjamim Moser, que fala correntemente a língua portuguesa.

A outra “live” é a do Ministro aposentado Francisco Rezek de origem libanesa, Ministro do Supremo Tribunal Federal, Procurador da República, Chanceler de nossa diplomacia, ex-Ministro da Justiça, e Ministro da Corte Internacional de Justiça, escolhido pela ONU, revela sua indignação pela violência sem precedentes na história do mundo. E convicto de que a Corte Internacional de Justiça seguramente vai reconhecer a acusação de genocídio, sob pena de se destruir o direito internacional.

Entre o apartheid da África do Sul e o apartheid do sionismo israelense há grande diferença, foi implantado por governo advindo da colonização holandesa, e era único, e seu isolamento final facilitou sua queda.

O apartheid sionista é cercado por interesses geopolíticos das potências ocidentais, que sempre abocanharam a riqueza das terras árabes, o petróleo, e Israel representa a ponta de lança desses interesses econômicos e políticos e a forçada presença ocidental na região. Esse motivo agrava-se porque os governos ocidentais estão perdendo espaço na África e na Ásia e no próprio Oriente.

Para Rezek, a parcialidade do deficiente jornalismo brasileiro, na divulgação do drama palestino, deve-se muito mais à ignorância dos noticiaristas do que qualquer outro motivo, já que não sabem história.

O conflito atual, que não pode ser compreendido sem a visão histórica retroativa a sete décadas, ou até mais, segundo Rezek, corporificou-se de tal forma no cenário do mundo que, com as redes sociais, a imprensa escrita, falada e televisiva ficarão cada mais desacreditada com a versão contrária, que é sistematicamente oferecida. E o condomínio da barbárie, formado pelos países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, com os filhotes brasileiros, ficarão estampados como partícipes do maior genocídio, da história do muno, tido por civilizado.

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Mata-se quase todos e a guerra continua?

14 segunda-feira out 2024

Posted by Feres Sabino in blog

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Volta-se ao assunto, já que falta algo muito grave na imprensa brasileira.

A guerra na Palestina – pelo noticiário da televisão e jornais brasileiros – já teria terminado, por falta de civis e combatentes para morrer, também porque o exército sionista matou crianças, mulheres e adultos, e toda liderança da turma da resistência, denominada “terrorista”, não comprometendo o Estado verdadeiramente terrorista, que já há 70 anos mata palestinos e árabes-palestinos, e até representante da ONU, numa política violenta de ocupação de terra alheia.

Não contam a história da violência da ocupação, e assim não contam a história da resistência, direito natural reconhecido para todos os povos explorados, humilhados, oprimidos.

Hoje, domingo, a violência do governo sionista, no sul do Líbano, atacou os capacetes azuis da ONU, que mesmo com o ataque se negam a deixar aquele pedaço de fronteira.

Essa afronta ao símbolo da força da Paz não surge pela primeira vez, nesse cenário raivoso e vingativo, que não se consegue mostrar ao mundo a real situação histórica, depois daquele assalto surpreendente contra alvos militares do governo sionista, que derrubou a crença da invencibilidade do seu Estado, assim como a derrubada das torres gêmeas já mostrara que não existe país completamente seguro, completamente invulnerável. Nessa linha de angústia e preocupação viu-se o surpreendente ataque do Irã, com mísseis hipersônicos passando pelos radares e pela tecnologia de defesa, atingindo alvos certos e militares, tidos antes como inatacáveis.

Mas essa dos capacetes azuis é um ato de violência que se liga à violência política do governo sionista-israelense, pois Israel jamais cumpriu qualquer Resolução do Plenário da ONU – Organização das Nações Unidas, fundada em 1946, ou do seu Conselho de Segurança, com a esperança de que jamais a humanidade teria a estupidez de novas guerras, como aquela provocada pela hecatombe nazista. Resoluções descumpridas, sempre relacionadas ao povo palestino.

Atualmente, os filhotes nazistas lá fazem o gozo de seu padrasto, gargalhando no inferno e, aqui, só não veneram abertamente esse Hitler longe do fronte, mas adotam palavra de ordem de igual teor e disseminam o ódio, como vitamina de força bruta, que poderá ser potencializada como aquela garantia de arma de fácil aquisição.

Essa onda de ataques à ONU até considerou o seu Secretário Geral “persona non grata” por Israel, por não ter condenado o ataque do Irã. A propósito, essa violência guarda íntimo conteúdo de igualdade com todos os ataques aos colegiados que estabelecem limite à atuação da “besta” desembestada. No Brasil os ataques ao Supremo Tribunal Federal, que na verdade é ao Poder Judiciário, têm sua filiação derivada da maternidade da barbárie.

Outra esperteza histórica, seguramente mantida por um poder econômico poderoso, é a mistura que propositalmente a propaganda faz entre o sionismo, movimento político discriminador e violento, e o povo judeu, que tal como o povo palestino tem direito ao seu Estado. Só que a expansão da ocupação do território palestino, mediante políticas públicas, azeitando colonos armados, inviabiliza, hoje, a existência de dois Estados.

O que se sabe é que o regime do governo sionista patrocina o apartheid social mais grave e mais violenta do que existia na África do Sul.

Mas, historicamente, apartheid tem prazo de validade.

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