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A revoada dos alienados

30 segunda-feira jun 2025

Posted by Feres Sabino in blog

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Estou tentando descobrir qual a razão séria que levou tantos políticos brasileiros, inclusive governadores, prefeitos e outros escalões do poder político brasileiro de Estados diferentes, a gozar da moleza da gratuidade da passagem de avião e da estadia, para fazer turismo em Israel, o estado sionista que se converteu numa máquina de matar.

O sionismo tomou conta do Estado de Israel chegando ao paroxismo do fanatismo, para ser o exemplo da extrema-direita mundial, e exportando tecnologia tal como a máquina de espionagem adquirida sem licitação pelo governo brasileiro anterior, que espionou milhares de pessoas, jornalistas, políticos, militares e tantos outros.

A pior lição que essa revoada de alienados pode trazer é a de que é preciso continuar a destruição das regras jurídicas que sustentam o arcabouço criado após a Segunda Guerra, onde a Organização das Nações Unidas é o símbolo de que não mais haveria atrocidade. O início da violência pertence a Israel sionista, que manteve característica permanente, sempre pisando nos direitos dos palestinos, os impedindo de instalarem o seu Estado, criado simultaneamente com o de Israel, cujo expansionismo armado e terrorista expulsa o indesejado árabe, considerado de segunda categoria, de suas terras, gradativa e crescentemente na Cisjordânia, porque em Gaza o genocídio é horrendamente escandaloso.

O sionismo, como movimento político, discriminador e violento, erigiu essa fonte de violência, juntamente como a ideia de que denunciá-la confunde-se com a mesma prática do antissemitismo, escondendo-se nessa armadilha como vítimas, querendo aproveitar-se, despertando piedade, de fiapos de nossa solidariedade indiscutível contra o holocausto hitlerista.

Se os alienados do Brasil querem apreender o domínio da indiferença, à brutalidade covarde e à humilhação imposta a um povo, eles não precisariam viajar para tão longe, basta serem o que são e agir sem etiqueta estrangeira. Eles já fazem aqui o que o primeiro-ministro de Israel, corrupto, tentou fazer com a Suprema Corte de Justiça do país. Seguramente a viagem será inútil, pois a extrema-direita nacional, depois de um estágio na grosseria, ultrapassou o limite do xingamento e da desmoralização, invadindo a sede da República, colocaram fogo no prédio da Polícia Federal, arquitetaram mortes de autoridades, caminhão para explodir próximo ao Aeroporto de Brasília. No Congresso Nacional, diariamente convertido em palco de vergonha dessa gente, que nada têm o que aprender com essa viagem cansativa, onde fica oculto o interesse eleitoral dos lobbies endinheirados e poderosos do sionismo.

Ou querem colocar a prova a indisposição de não saber dialogar diante da estranha atração da covardia e da traição, que os fazem tentar distrair o adversário político, convertido gratuitamente em inimigo, para matá-lo, ainda dormindo com mulher e filhos, e em prédio de apartamentos com outros pais e outros filhos.

Que tipo de aprendizado esses alienados da verdade verdadeira de seu país serão capazes de arrancar das terras ensanguentadas do genocídio, que envergonham a humanidade do mundo, menos as das potências que gostariam de reimplantar o colonialismo naquele mundo de riqueza historicamente ambicionada?

Para alcançar o servilismo ético e moral, que apodrece com a cidadania molenga, não é preciso colocar na cabeça, no mesmo dia da eleição do Fantasma do Mal americano, o seu boné, que nessa circunstância se apresenta à realidade da pessoa enquanto pessoa vassala e encarnada.

Com a simbologia daquele boné-Trumpista, que até se apresentou eleitoralmente como homem da Paz, que acabaria com a guerra em vinte e quatro horas, enganando o povo de sua pátria, perplexo com a tipologia do ir-e-vir, do dizer e desdizer, da maluquice em separar-se de parceiros tradicionais e vassalos, como os europeus, nada, nada, fariam os alienados da revoada capturar uma lição de civilidade digna. Na verdade, seria o bastante permanecer como são, porque naturalmente surgiria um acréscimo de ódio como alimento de seu rancor e de sua vontade de matar.

Os alienados viram como se mata, facilmente, as cabeças científicas, as cabeças civis, as cabeças militares, como preparação daquele ataque surpresa, pensando não existirem mais outros militares, outros civis, outras cabeças científicas, para resistirem ao ataque, respondendo como têm feito…

A fonte internacional da extrema-direita está em pânico.

Diz-me com quem andas, saberei quem és…

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A enganação para a guerra

23 segunda-feira jun 2025

Posted by Feres Sabino in blog

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A propaganda, que é a alma do negócio, também serve à guerra para formar a opinião pública, geralmente com mentiras.

A primeira grande mentira foi a preparação tosca da preparação do ataque norte-americano ao Iraque. Tal preparação antecedeu à explosão das torres gêmeas. Essa foi a primeira guerra na história das guerras, em que o mundo soube das razões mentirosas antes de seu início.

Dois episódios são lembrados daquele período. O primeiro aconteceu, em fevereiro de 2003, quando o Secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, foi ao seu Congresso, para mostrar as provas de que o Iraque possuía armas biológicas. Era mentira total, as provas eram falsas. O outro episódio foi a pressão que o embaixador brasileiro José Maurício Figueiredo Bustani sofreu, como diretor-geral da Organização Para Proibição de Armas Químicas. Ele procurava, e estava quase conseguindo, trazer o Iraque para o seio de sua Organização. Esse trabalho contrariava o governo norte-americano, pois retiraria a razão forjada da guerra. Ele precisava da narrativa mentirosa da existência das tais armas químicas no Iraque. Até a família de José Bustani foi ameaçada por autoridade americana. Nessa pressão, o governo brasileiro agiu de forma a merecer crítica de Bustani, até hoje. Essa “História do diplomata brasileiro que tentou impedir a invasão americana do Iraque” tornou-se um filme, dirigido por José Joffily.

Agora, com essa guerra Israel x Irã, aconteceu atuação semelhante, cercada por um clima de enganação. Era preciso distrair o Irã, e induzir a erro todos os que acompanharam o episódio: não haveria ataque próximo. Não se deve esquecer dos anos em que o governo sionista se dedicou a tentar arrastar os Estados Unidos para essa guerra, aproveitando-se da permanente solidariedade entre ambos.

Haveria a sexta reunião sobre as negociações, entre Irã e Estados Unidos, que acabou suspensa com o inesperado ataque de uma sexta-feira, assim sorrateiro, assim durante a madrugada. Todos dormindo.

Depois, Trump disse que não teria nada com isso, até parece! Israel não se sustenta sem o apoio americano, ininterrupto durante mais de cinquenta anos, inclusive apoiando o descumprimento das decisões do Conselho de Segurança e das deliberações da ONU, numa solidariedade cega à continuada e duradoura exploração e humilhação dos palestinos, até o requinte do genocídio caprichoso e demorado de homens, mulheres e crianças, até pela sonegação de alimentos, no intervalo das armas.

O ataque e a matança de generais e cientistas iranianos ocorreu sorrateiramente na madrugada. A enganação foi e é a do perigo iminente, pois o Irã chegaria à bomba nuclear. A Constituição iraniana dispõe que arma nuclear não corresponde à vontade do governo do país, e que era só para produção de energia, excluindo a temida bomba por lei escrita humana, excluída como inspiração religiosa. Energia nuclear só para fins pacíficos.

Na última hora apareceu o Relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), para dizer que o Irã caminhava para fazer sua bomba, mas a mentira dessa informação equipara-se à do ataque ao Iraque, pois os pontos atacados por Israel correspondem aos pontos visitados pela delegação da Agência, que perde credibilidade e lança uma desconfiança irrevogável. A propósito, o Irã faz parte do Tratado de Não Proliferação das Armas Nucleares. Israel não é parte, não assinou o Tratado. Quem não tem a bomba, quem se comprometeu a não a ter é justamente quem ameaça. Eis o discurso da hipocrisia.

Na verdade, Israel segue o sionismo expansionista que quer estabelecer a Grande Israel bíblica, com a força de quem sabe matar, passando por mortes individuais em tempo de aparente paz, ou mortes coletivas, como o genocídio exposto à insanidade mundial.

Agora, Trump, já se desdisse, antes nada sabia, depois sabia, e já declarou que defenderá Israel assim como a França, assim como a dubiedade da Alemanha, como se todos estivessem sob a ameaça iminente, quando quem possui bomba nuclear é Israel, Estados Unidos, França e mais alguns outros.

O fato é que o Irã não tem a maldita bomba atômica, e se Israel e outros países a têm, por que o Irã não pode tê-la? – perguntava o inesquecível Plínio de Arruda Sampaio, em sua campanha presidencial.

O espírito da soberba colonial dos países europeus quer voltar ao controle e domínio das riquezas, especialmente, a do petróleo, objeto histórico da exploração ocidental, tal como estão roubando o petróleo do leste da Síria cambaleante.

Israel não faz fronteira com o Irã. Entre a fronteira de um e de outro, existem 1.585 quilômetros, separando-as, e no meio há países, que não disseram que se sentem ameaçados.

Assiste-se à narrativa universal de uma paranoia europeia, norte-americana e da imprensa ocidental, repetindo que Israel tem direito de defender-se, preventiva e até sorrateira e traiçoeiramente. E quem é atacado, não tendo a bomba, tendo assinado o Tratado para não a ter, estando na mesa de negociações, como o Irã estava, não tem o mesmo direito de defender-se?

Só o cálculo expansionista para a Grande Israel é que move a estupidez dessa guerra, somado pelo calculado interesse político e pessoal do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu de autodefender-se, autoproteger-se, pois, antes dessas guerras, ele já estava sendo processado por corrupção.

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A fixação da guerra

16 segunda-feira jun 2025

Posted by Feres Sabino in blog

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Tenho assistido, quando posso dispor desse tempo, às entrevistas de dois professores universitários, um suíço e outro norueguês, cada um em seu canal de YouTube, sobre a geopolítica atual, e a referência, inevitavelmente, é a guerra Rússia x Ucrânia, quando não passam pelo genocídio praticado, com distinguido horror, diariamente, lá em Gaza.

Evidentemente, dessas análises não escampam nunca as narrativas que levaram à guerra, especialmente da Rússia x Ucrânia, sem excluir o silêncio eloquente da imprensa ocidental sobre Gaza, e a brutalidade sionista. Ataca, mata, vangloria-se, com o guarda-chuva de potências ocidentais, como agora no Irã.

O fato é que a guerra por procuração, que confronta atrás do pano a OTAN, controlada pelos norte-americanos e a União Europeia, dominada por ela, poderia ter terminado em 2022, quando, em Istambul, reuniram Zelensky e Putin. Estava tudo acertado, quando o primeiro-Ministro britânico, representando a força guerreira ocidental, impediu que o acordo se consumasse, e ainda com a promessa de ajuda.

Essa fixação guerreira é alimentada pela narrativa de que a Rússia quer países da Europa, restaurando a antiga União Soviética, o que seria uma falsidade, pois ela não teria vantagem alguma em alimentar essa ambição, pois seu território, que é o dobro do brasileiro, tem riquezas inexploradas, que agora ganham ímpeto de exploração, em decorrência da parceria com a China, e com o grau de crescimento comercial na Ásia, que fez a economia russa responder ao inusitado volume de sanções aplicadas pelos norte-americanos.

A situação é grave, pois a Rússia certamente vai retalhar a destruição, até vexatória e, segundo Pepe Escobar, de seis ou oito aviões militares da frota de suas ogivas nucleares. Mas, seguramente, não interessa que a retaliação ultrapasse determinado limite, para não se correr o risco de uma terceira guerra mundial. Aliás, esse ataque de surpresa, com drones, surpreendeu, pois houve violação de um tratado vigorante desde a Guerra Fria, segundo o qual tais aviões devem mesmo ficar à vista, assim, expostos em aeroportos, tanto norte-americanos como russos, para que os satélites os vigiem.

Essa ocorrência gravíssima sucede ao início de conversações para um acordo, que os russos impõem como condição, de que a ONU seja o fiel desse cumprimento, pois, segundo eles, os líderes ocidentais não merecem crédito, nem confiança, até por eventos e atos anteriores.

Essa realidade horrenda, porque de guerra, quando a Europa não tem nada que interesse à Rússia, teve um sobressalto com a vitória de Trump, que colocou os europeus no nicho da irrelevância, o que os endoidou, e ainda fez menção às razões da guerra, que autorizariam os russos a agirem como agiram.

O que é afirmado nessa ou naquela entrevista é que os europeus não têm dinheiro para cuidar de suas populações, muito menos para pagar a volúpia armamentista que os empolga, cegamente, com os gritos de guerra, em meio à crise econômica de seus principais países.

Essa geração de líderes da Europa seguramente não tem em suas lembranças o que foi a tragédia de destruição e morte da 2a Guerra Mundial.

A esperança seria a fixação pela e da Paz.

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