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Feres Sabino

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Feres Sabino

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Diálogo: de quem e com quem?

18 segunda-feira ago 2025

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Os governadores da extrema-direita dão pistas ou provas fortes do que são e do que prometem ser, se reeleitos, ou eleitos para cargo superior.

Eles não fazem e não sabem fazer, e se negam a apreender, o diálogo federativo. Para serem, ou fingirem ser, fiéis ao inelegível, cuja cartilha praticada de vida, profissional, pessoal, familiar, política, não é digna de servir de exemplo. Um de seus rebentos pensa em engrandecimento traindo o seu país, e se vangloriando de sanções impostas ao Brasil e aos Ministros do Supremo Tribunal Federal.

Os tais governadores não sabem dialogar, ou não querem dialogar, com o governo central do país, para que da solidariedade e do diálogo federativo nasça uma posição só para enfrentar as maluquices do imperador do mundo.

Eles, que não conversam internamente, para o necessário e constitucional diálogo federativo, aconselham a conversar com que não quer conversa. E aí eles continuam, como fazem desde o início do mandato, acusando o Lula, poque chove, porque não chove, porque ele precisa fazer chover.

Mas o pior dessa atitude constitui uma verdadeira vergonha nacional, já que eles falam que o Lula precisa dialogar com o Trump, porque ele desviou da rota, para aderir a posições que desagradam o falso imperador do mundo.

Dialogar significa que duas ou mais pessoas desejam conversar para ouvir ou ouvirem as razões do outro, e poder assumi-las, ou não. Ora, para esses governadores está provado que Trump não sabe, não gosta e não quer dialogar. O que ele gosta mesmo é de humilhar chefes de estado, como já ficou estampado para o mundo.

Senhores governadores de espírito vira-lata, como é dialogar com quem não quer dialogar? Mostrem e comprovem como é possível dialogar com quem não quer conversar. Aliás, eles não têm nem terão dificuldade alguma de descobrir esse impedimento, pois lhes falta dignidade para o diálogo federativo, que coloca as diferenças políticas e mesmo ideológicas num outro patamar, em patamar superior, que eles não alcançam, já que se encontram naquela faixa de baixo-astral, querendo conferir à mediocridade o reconhecimento de talento novo.

Na verdade, a notícia do encontro de governadores, tidos como oposição, afirma que tal impasse da taxação absurda pelo império deve-se ao Presidente do Brasil e a sua política externa, especialmente em relação ao Brics, e mais importante nessa seara da irrelevância, é a palavra final, em termos de diretriz para confronto com a taxação: é preciso Energia, palavra que na gramática política tende ao nada, e não ocupa o lugar de uma verdadeira palavra de ordem. Energia, energia, só faltou a receita do antigo Biotônico Fontoura.

Eles aderem à fluência rarefeita da palavra Energia, porque com o espírito de vira-latas, não sabem nem suportam a palavra dignidade e ao magnetismo das palavras soberania nacional. Enganadores do povo, ignoram que o Brasil já negociava, sem recíproca, antes da taxação, e continuou negociando com os canais competentes, até onde foi possível.

Esses governadores não se indignam nem quando “encarregados de negócios dos Estados Unidos” declaram palavras de guerra contra Instituições e autoridades nacionais. Permanecem silenciosos, achando natural o ataque grosseiro e mentiroso contra o Brasil.

O Canadá e a Índia estão dando exemplo de insurgência popular em defesa da dignidade e da soberania nacional, o povo está insurgindo naturalmente contra a interferência estrangeira, não adquirindo produtos de procedência norte-americana, e até a Coca-Cola entrou na lista imensa da rejeição nacional. Os tais governadores da oposição, que desconhecem a obrigação do diálogo federativo, deveriam aprender com esses exemplos o que é defesa da dignidade nacional, o que é soberania nacional e como defendê-las pacificamente. Eles juraram solenemente uma Constituição e não a seguem, optando por ofendê-la permanentemente, guiados pelo tóxico de uma ideia que infernizou o país, durante quatro anos, e que continua infernizando-o com a ajuda deles. É bom recordá-la:

O artigo 1º da Constituição da República Federativa do Brasil, formado pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos: I- soberania, II – cidadania, III – dignidade da pessoa humana, IV – valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, V – pluralismo. E no artigo 4º, há consagração de dez princípios que determinam o rumo de nosso governo, a saber: I – independência nacional, II – prevalência dos direitos humanos, III – autodeterminação dos povos, IV – não-intervenção, V – igualdade entre os Estados, VI – defesa da paz, VII – solução pacífica dos conflitos, VII – repúdio ao terrorismo, IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, X – concessão de asilo político.

Os governadores de oposição, no fundo, recomendam alma de escravo e o espírito de vira-lata, que seriam apropriados para o diálogo com o falso imperador do mundo, que não quer dialogar.

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Parlamento não é tablado de violência

11 segunda-feira ago 2025

Posted by Feres Sabino in blog

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O nosso saudoso Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira (Diamantina, 12/9/1902 – Rezende, 22/8/1976) foi acusado de introduzir o sorriso na política brasileira. Seu período de governo (1956/1961) ficou marcado pela emergência no campo da cultura, no da música, no da alegria e do otimismo, num florescente espírito de nação, atraído e estimulado pela assombrosa construção de Brasília, prova materializada da criatividade nacional, revestindo toda a realizada com a certeza da dignidade de um país soberano e livre.

Jânio Quadros, quando recebeu o embaixador norte-americano, que desejava que o país participasse da guerra deflagrada por eles, o recebeu de pé, assim, altivo. Jango, um negociador nato, também nunca aceitou qualquer tipo de freio estrangeiro, tal como o ensinara a fonte getulista. Getúlio morreu dignamente, com uma carta de despedida, que deveria ser lida na abertura de todas as sessões do Congresso nacional, antes do filme documentário do dia 8 de janeiro, quando a turba invadiu a sede do governo nacional, na representação dos três Poderes.

A violência na política brasileira foi introduzida por Jair Bolsonaro, que continua, depois de seu período de governo, fervilhando de alienação e de promessa de barbárie continuada, como voz da mentira deslavada.

Nunca a aderência do discurso da paz ou da guerra deixou de encontrar adeptos, dentro dos quais se misturam os de bom ou de mau caráter, os crentes e devotos ou descrentes, e tantos ocupantes dos muros convertidos em poleiro daqueles que se qualificam como os molengas de espírito e de caráter, imersos em gelatinas escolhidas, na hora da conveniência da escolha.

O problema não é ser da direita ou da esquerda.

A pessoa pode professar a fé política que escolhe ou prefere, mas sempre deve se manter firme na defesa das instituições nacionais, especialmente como as nossas, nascidas em decorrência da Constituição solidarista, que garante a democracia, sempre inacabada, pelo mover permanente da história, que assiste ao ininterrupto surgimento de novos direitos, criados pelas necessidades sociais.

Evidente que nosso país, seu respeito aos diferentes, nossa convergência ética, índios, brancos e negros, construiu seus símbolos, para que nós os celebremos como um hino à unidade dos diferentes. A nossa bandeira é o exemplo. Sua sacralidade atrai só para ela o gesto da continência, que é privativa de militares.

No entanto, na primeira viagem aos Estados Unidos, o Presidente inelegível bateu continência à bandeira daquele país. Uma heresia insuportável, mas reveladora do gesto de submissão e de consciência de vira-lata, que pensávamos ter sido banida do território.

Consciência de vira-lata e com ela se introduziu o discurso do ódio que já estava, durante trinta anos, falando às moscas até encontrar um momento eleitoral de desencanto democrático, para eleger quem desejava destruir a democracia.

E com ele a disseminação da mentira se tornou corriqueira, nas versões mendazes de cada acontecimento. E a escumalha, sinônimo de ralé, ética e política, surge no palco, praticando a gratuidade da estupidez, ofendendo-se com a invocação da moralidade pública, e prometendo retaliação, se houver insistência e continuidade na apuração policial do destino das emendas parlamentares, bilhões destinados às sociedades nas quais deputados eram sócios. Aqui, o problema não se chama Ministro Alexandre de Morais, aqui o nome da vez é o do Ministro Flávio Dino.

Essa patota, que não pode ser reeleita, assentou praça, nas mesas do Senado e da Câmara, e impedindo o funcionamento regular das Casas. Não faltaram os palavrões dos que não sabem debater. Aliás, colocaram esparadrapo, ou coisa parecida, para provar que são estúpidos mesmo, pois ali, o que deveriam fazer, exercendo a verdadeira liberdade de expressão é debater, é troca de ideias, realizando a prática virtuosa da convivência democrática. Mas se o pai-político deles só introduziu a violência na política brasileira, porque eles, como filhotes, deveriam ser diferentes? Alguns, com desfaçatez, no dia seguinte foram pedir desculpas aos Presidentes das respectivas Casas parlamentares.

Interessante como a ideia-única, a mais perigosa, que intoxica essa ralé ética, encontra facilmente na violência verbal um campo de decolagem próprio para a violência institucional e a física.

Se analisarmos o período, antes do governo, quando o Exército nacional era desonrado com a presença dele, e depois, no governo, a destilaria diária do ódio, uma família inteira voltada pela roedura do interesse nacional, sendo agora capaz de perturbar a economia nacional, articulando-se com Trump, talvez se soubesse do que é capaz essa escumalha que ocupou as Mesas do Senado e da Câmara Federal. Até de traição nacional.

Todos deveriam ser cassados. Como gostaria que fossem.

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A decência como necessidade

04 segunda-feira ago 2025

Posted by Feres Sabino in blog

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Essa época tumultuada trouxe, para o cenário nacional, indiscutivelmente, um magistrado, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Não fora a firmeza, para honrar a dignidade e a agora a soberania nacional, seguramente a escumalha, sinônimo de ralé, teria continuado a destruição do Estado brasileiro, e sua raiz solidarista, que é a Constituição de 1988. Essa Constituição que é a mais importante da história política do país. Importante fundamentalmente pelo método de captação da vontade popular e pelo tempo de seu debate e pela cristalização de seus princípios e suas regras. Nela, a grande revolução foi a dignidade da pessoa ser elevada à categoria de protagonista, contrariando todas as anteriores Constituições cujo protagonismo era do Estado.

Os incautos e mesmo alguns profissionais do direito criticam o Ministro por estar à frente de processos em que ele teria sido vítima. E o discurso fogoso e extravagante da extrema-direita vai muito além de todos os limites para não só desacreditá-lo, a ponto de incluí-lo na baba venenosa do falso imperador da terra, apesar de já estar na história como verdadeiro herói. Sua firmeza desassombrada já esteve até no centro da conspiração bolsonarista, para ser assassinado, assim como o Presidente e o Vice-Presidente eleitos. Aliás, esse plano, não obstante largamente provado, também recentemente foi confessado pelo general que o elaborou. Um general!

Quando disse que os incautos e alguns profissionais do direito desavisados entram nessa de criticar o Ministro Moraes, por ser vítima, e ainda à frente de processos nos quais ele é vítima. Investigador e julgador ao mesmo tempo, é a dicotomia que seria injurídica.

É o professor Pedro Serrano, e sua didática dignificante que explica claramente a situação, dizendo simplesmente que o Ministro Moraes age nesses casos de maneira institucional, ou seja, como Ministro integrante da Suprema Corte brasileira. E lembra com o exemplo do que aconteceu no aeroporto de Roma, a ele e a sua família, quando ofendidos por outra família brasileira. Nesse caso de ofensa pessoal, o condutor do processo é outro Ministro.

E mais: o prof. Serrano oferece um exemplo esclarecedor. Se todo Magistrado ameaçado de morte sair do processo, os bandidos teriam descoberto a maneira de mandar no processo e na Justiça, indiretamente, escolhendo quem deve processá-lo e julgá-lo.

Nesse período histórico em que assistimos à estúpida intervenção estrangeira no ventre da soberania nacional, com deputados federais dando exemplo de traição à pátria, é bom saber que é a decência e a coragem moral de um Ministro, apoiado pelos demais Ministros na condução desses processos, existem para fazer o espírito nacional crescer resistente e punindo os traidores.

Todos que de alguma forma se comunicam com pessoas, tal como essa modesta coluna, devem se insurgir contra a traição, lutando desde agora para uma limpeza eleitoral do Parlamento nacional, pois o país tem atualmente a felicidade de poder identificar a maioria dessa escumalha que surgiu na cena política, demostrando espírito homicida.

A bandeira nacional com seu dístico de Ordem e Progresso pressupõe necessariamente o valor ético da dignidade e da soberania, como força propulsora de um programa de desenvolvimento nacional, que realmente traga paz social e justiça ao povo brasileiro.

A última cena dessa abastança de alienação ética e moral está na barraca que um deputado federal montou à frente do prédio do Supremo Tribunal Federal com a boca fechada por uma fita, representando o quê? Deputado federal tem a sua tribuna livre, temos a imprensa livre, temos os maiores ataques pessoal e institucional, e um deputado federal, justamente ele que jura respeitar à Constituição e às Instituições. Um maluco, como tantos, que infestaram a vida política do Brasil, arremessados pelos bueiros da indignidade. E para ilustrar sua pequenez ética e moral enrolou-se numa bandeira de Israel, o estado sionista, que foi muito além da estupidez, porque se abastece do sangue palestino, desde sempre, ou seja, desde sua instituição como Estado, agora deslavada, clara e mundialmente, exibido como Estado-genocida. Esse requinte, a denúncia internacional mostra um de seus meios de torpeza e barbárie, acusando militares de matarem mulheres e crianças, famintos, nas filas de distribuição de alimentos, controlada pelos soldados e distribuída por entidade norte-americana. Mas o boné eleitoral trumpista do governador de São Paulo e sua viagem a Israel, e seu apoio à taxação dos produtos brasileiros, constituem episódios inesquecíveis, engravidados com seu infantilismo institucional de pedir ao STF que libere o passaporte do inelegível para ele tratar da taxação imperialista, lá na Casa Branca. Esse ato coloca sua excelência na sede do despreparo político, pior, porque esvaziado de sentimento de nação, esvaziado de consciência da soberania nacional, esvaziado de respeito às Instituições nacionais, pior ainda, porque capitão do Exército. A decência, abraçando o espírito de nação, defende a soberania, a integridade territorial e a dignidade do país, convertendo-se na verdadeira arma, como consciência, como devoção, como fé, qualquer que seja a preferência ideológica e partidária de cada um.

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