A extrema-direita, que vive para não só atrapalhar o governo federal, como também inventar mentiras para tentar desacreditá-lo, não poderia ser diferente no caso da roubalheira acontecida no âmbito do INSS, com a subtração do dinheiro dos aposentados.
Aquele deputado de Minas Gerais, o boquirroto, não perdeu a vez de tentar inflamar a opinião pública sobre tal escândalo. Saiu, como costuma, para tentar colar no governo federal a pecha que cabe, exclusivamente, à extrema-direita, como emerge desse episódio.
No Parlamento a extrema-direita, com aquela empatia de pureza absoluta, fez com que se constituísse a Comissão Parlamentar de Inquérito, porque com esse instrumento de apuração a verdade verdadeira viria às claras e o governo federal pagaria o pato político por essa corrupção gigantesca.
Mas esse tiro de canhão atingiu os pés da própria extrema-direita, com a imprensa tradicional não dando o destaque que a matéria exige, mas se pode ler na Folha de São Paulo, na edição do dia 25 de setembro último, em página interna, a manchete “Bolsonaro foi alertado sobre desvios e irregularidades no INSS na transição, dizem peritos”.
A minuciosa e rica reportagem começa com a “Associação Nacional dos Médicos Peritos dizendo ter sido levada ao então Presidente, através do Senador Izalci Lucas (PL-DF), quando expuseram, “durante a montagem do governo”, informações sobre desvios, fraudes e irregularidade com dinheiro público, dentro do INSS”.
O Senador explica que antes de levar os representantes da Associação para falarem, pessoalmente, com o Presidente eleito, eles fizeram uma demonstração das irregularidades das fraudes.
A investigação da Folha identificou que os peritos foram recebidos, por três vezes, no gabinete da transição. O primeiro encontro foi com o Ministro Onyx Lorenzoni, que se realizou em novembro de 2018.
Depois desses encontros, a Associação foi recebida pelo anunciado Ministro Osmar Terra, que ocuparia o Ministério da Cidadania.
O Senador Izalci defendeu o ex-presidente, hoje inelegível, dizendo que ele tomou providência, tanto que editou a Medida Provisória 871, no dia 17 de janeiro de 2019.
A indicação dessa única providência do então governo talvez tenha blindado a roubalheira, porque depois dessa Medida Provisória a ganância fraudulenta explodiu para números exorbitantes.
Foi no governo atual, com a atuação eficiente e determinante da Controladoria Geral da União e da Polícia Federal, que o governo pôde saber da extensão das fraudes e estudar e executar a política da reposição dos valores fraudados, além de procurar, em continuação, os nomes e as Associações envolvidas na tramoia.
Portanto, chega de mentiras.
A verdade é simples assim.