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Feres Sabino

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A guerra vencida, mas que continua

03 segunda-feira jun 2024

Posted by Feres Sabino in blog

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Quando o Estado de Israel e o Estado Palestino foram criados em 1947, os palestinos não tinham, perante a comunidade internacional, um perfil de nacionalidade exuberante, como povo, assim, seus pensadores, seus artistas não tinham uma exibição pública forte e eficaz. Ao contrário dos sionistas, organizados a partir do final do século 19, que apresentam ao mundo a gama admirável de judeus festejados pelos prêmios Nobel.

Nesse percurso sionista, aparece a reunião internacional, em Evian – França, organizada pelos Estados Unidos, em 1934. A pauta era aceitar ou não judeus, como refugiados ou emigrantes, já perseguidos na Alemanha nazista. No conclave estiveram 34 nações europeias. Só duas europeias aprovaram a proposta. Os Estados Unidos não a aceitaram. Veio a tragédia inusitada do Holocausto da Segunda Guerra Mundial, que seguramente pesou na consciência de muitos, e particularmente dos Estados Unidos.

Em 1947, criaram-se dois Estados. O expansionismo sionista, entremeado de violência armada e psicológica, chegou atualmente a ter na Cisjordânia, território do Estado Palestino, 700 mil colonos provindos de outros países, numa política assombrosamente de colonização de terra alheia.

Se Israel nunca cumpriu nenhuma Resolução da ONU – Organização das Nações Unidas –, nem do Conselho de Segurança, o celebrado acordo de Oslo, que garantiu Prêmio da Paz aos líderes de lado a lado. A frustração do acordo pelo descumprimento por parte do governo sionista, ainda assim deixou, objetiva e efetivamente, impassível a “cegueira deliberada do Ocidente” em relação à Palestina. Só que nesse acordo a liderança da OLP cedeu território e ganhou a etiqueta de traidora.

A vida de discriminação, humilhação e violência continuou na região, chegando ao dia em que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin “Bibi” Netanyahu, no segundo semestre do ano passado, ocupou a tribuna da Assembleia Geral da ONU, num plenário esvaziado, para anunciar surpreendentemente o novo mapa do NOVO ORIENTE MÉDIO, sem o Estado da Palestina. Ele a extinguiu até no mapa, acreditando no efeito final das armas…

Deu no que deu. Houve o ataque do Hamas, e a violência, que sempre merece repugnância, estendeu a guerra, com a promessa de destruição definitiva do Hamas.

O ataque surpresa aprofundou o ódio de retaliação do Estado sionista, até pela pintura desfeita de que era inexpugnável. O palco maior dessa retaliação foi o território de Gaza, com a destruição inclusive de hospitais, mortes de mulheres e crianças, cutucando a consciência universal para o genocídio que acontecia e acontece ali.

Agora, a comunidade internacional reage junto ao Tribunal Penal Internacional, com pedido de prisão para protagonistas. E a cegueira universal começou a ser superada pela emergência de protestos mundiais a favor da Palestina. Até chegar ao anúncio da Irlanda, Espanha e Noruega que reconhecerão o Estado da Palestina.

A gravidade da situação e suas contradições conferem ao anúncio desses países uma bandeira ética e moral de alarme, de denúncia, de protesto, de insurgência humanista, pois reconhecerão um Estado, que não foi ainda implantado. E com isso invertem o caminho regular de um reconhecimento que se faz, quando não se tem pela frente a força insaciável da estupidez guerreira.

O governo de Israel fica mais e mais isolado, com os Estados Unidos sendo obrigado a jogar um jogo duplo, em desfavor de seu parceiro Israel, já que a opinião nacional e internacional adere ao clamor palestino.

Se em 1947 o povo palestino não tinha como aparecer como uma unidade de nação, hoje a comunidade internacional, seja pelas resoluções afrontadas, seja pelo movimento estudantil mundial, seja pelos fervilhantes espaços públicos a favor da causa palestina, eis que surge a pergunta, até contraditória: Quem ganhou a guerra que continua?

O Estado de Israel foi denunciado como regime de “apartheid”, pior do que aquele vivido pela África do Sul, regime de separação racial, de 1948 a 1994.

Não confundir grupo político sionista, discriminador racista e violento, que empolgou o poder político, com o povo judeu saído dos campos de concentração, e que sempre tiveram nossa solidariedade.

A opinião pública mundial agora sabe do drama histórico dos palestinos.

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A grande mentira revogada

27 segunda-feira maio 2024

Posted by Feres Sabino in blog

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Há mais de dez anos, não sei bem se foi na antiga Relojoaria Ferreira ou em frente à famosa esquina da Única, ali na confluência da rua Álvares Cabral com a rua São Sebastião, em Ribeirão Preto, ouvi, mais de uma vez, uma história de corrupção, que como tal corroía a imagem do presidente Lula e de seu filho Lulinha.

Hoje, essa mentira revogada pode oferecer a cada pessoa honesta, de direita ou esquerda, o bom senso de assumi-la como lição, para se prevenir com cada divulgação atual nessa sociedade cansada de mentiras.

A história era contada por corretor de imóveis rurais, proprietário no Pará, cujo vizinho declarava que tais e quais fazendas da região pertenciam ao Presidente e ao seu filho, cujo nome deles, porém, estariam encobertos por um outro ou outro laranja, ou laranjas.

Ele contou, e repetia. Era, e é, personalidade de muita simpatia pessoal, que ressoava a boa-fé, além de uma convivência sorridente, que sempre teve o meu respeito. Ele acreditou e contava, eu o ouvia, como cidadão e advogado, e aguardava as provas desse fato tão retumbante, que não poderiam ficar escondidas, indefinidamente. Afinal, na política a fome vingativa de opositores ultrapassa qualquer limite. Também emergiram os adversários que, grosseira e descaradamente, utilizaram-se dos aparelhos do Estado para defesa de interesses pessoais e familiares e milicianos, que poderiam perfeitamente descobrir fato tão óbvio.

Um exemplo internacional ilustra a eficiência de uma investigação, pois, em relação ao sanguinário ditador chileno Pinochet, depois de sua morte, descobriram-se cento e vinte contas bancárias esparramadas pelo mundo. Mais ainda, tem-se opositores por preconceito enraizado e elegante, que desprezam o retirante vitorioso que não pôde frequentar escolas e universidades para adquirir a arrogância de um procurador da república ou de um juiz suspeito e parcial de Curitiba, e por isso corrupto, antipatrióticos, eternamente lambuzados pela fraude traidora da lei, da justiça e da pátria. E, ao contrário, o retirante aprendeu, na vida, o que sabe ensinar sobre o Brasil real. Explicar o Brasil Real? Um escândalo!

Hoje mais do que nunca precisamos recordar essa mentira, porque parte do tempo aderiu ao falso, quiçá provisoriamente, quando a mentira ganhou mais força e mais velocidade, a ponto de paralisar a atuação necessariamente saneadora do Presidente Arthur Lira, que atrasa a lei para sanear a internet desses abusos que já estavam mais do que discutidos na Câmara, há mais de dois anos.

E essa história na verdade se esparramou pelo Brasil. E mesmo que uma vez a Folha de São Paulo tenha publicado reportagem sobre investigação infrutífera da Polícia Federal sobre o filho, que durara 10 anos, ainda assim, a história dessa mentira estava arraigada no imaginário popular. Poucos leem jornal, mas muitos e muitos ouvem o rádio ou assistem à televisão, e permanecem com a mentira estonteante da publicidade farta, e não sabem da revogação judicial dela, porque não é veiculada com a mesma força de eficácia pela mesma imprensa. E a Constituição Federal tem como princípio e fundamento o valor ético-jurídico da dignidade da pessoa humana, e assim a densidade jurídica da honra impõe reação máxima contra o crime de difamação, de calúnia e de injúria, praticado contra ela.

No entanto, as desculpas apresentadas por quem injuria, calunia, difama, ou seja, ofende a honra e a dignidade das pessoas e de seus familiares, não apagam da lembrança da totalidade das pessoas que ouviram inicialmente as ofensas, pois a verdade não interessa tanto ao espetáculo da imprensa, que geralmente alcança maior audiência com escândalos, inclusive mentirosos.

O tempo passou. E o cantor popular Amado Batista repetiu a história, só que desta vez houve consequências judiciais. O pai e o filho o processaram. E, a Carta Capital, via Google, no dia 22 de junho de 2022, veiculou a matéria sob o seguinte título: “Amado Batista pede desculpas na Justiça por declarações contra Lula”.

O artista apoiador do presidente Jair Bolsonaro, segundo o site The Intercept Brasil, “foi multado em R$ 1,24 milhão pelo Ibama por desmatamento em sua fazenda em Cocalinho, na divisa de Mato Grosso com Goiás”.

E neste site a retratação está assim redigida:

“O cantor e compositor Amado Batista entrou para a lista — cada vez mais extensa — de artistas que reconheceram ter espalhados Fake News sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família, a quem Batista acusou de ter grandes propriedades rurais: ‘Apesar de ter dito que Fábio Luiz Lula da Silva era latifundiário e dono de cabeças de gado no Mato Grosso e no Pará, reconheço que essa informação chegou ao meu conhecimento a partir de meros boatos irresponsavelmente difundidos na sociedade’.”

A reportagem finaliza dizendo: “Antes desse episódio, outras celebridades já haviam se retratado e pedido desculpas a Lula e a sua família. Foi o caso da atriz Regina Duarte”.

E a repetição dessa retratação é um serviço de interesse público, porque mentirosos e mentiras circulam livremente na sociedade, e precisam ser condenados por um serviço exemplar de saneamento básico.

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O governador desventrado pelas águas

20 segunda-feira maio 2024

Posted by Feres Sabino in blog

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As desgraças grandes não revelam só espíritos altivos, solidários, dedicados, que servem de exemplo e agregam mais esforços para atacar a tragédia que envolve a tantos e a muitos.

E as grandes verdades aparecem aos olhos inclusive daqueles que se sentem mal em olhar, analisar e ver.

Vamos perguntar singelamente a qualquer espírito e personalidade honesta: o divino mercado, que em tempos normais é defensor implacável da economia do “deixa-fazer”, naquele espaço livre sem qualquer regulamentação legal, território do mais forte que engole o mais fraco, neoliberalismo pleno, onde é que ele, divino mercado, se encontra, nas grandes calamidades, nas pandemias?

O povo brasileiro ouviu nesses famosos programas de rádio ou televisão, onde economistas enterram o Brasil diariamente, direta ou indiretamente, e tantas vezes disfarçadamente, por acaso, o povo ouviu falar que o “divino mercado” resolve o problema do Rio Grande do Sul ou de qualquer outra tragédia. Afinal, o “divino mercado é Brasil”. Aliás, muito forte. Já que se liga ao mercado internacional, pois ele é também das armas e das matanças coletivas, da destruição da natureza.

Se, em tempos normais, o divino mercado se aborrece com medidas de democratização dos benefícios sociais próprios do Estado de bem-estar, por coerência, em tempos de calamidades, não se sente obrigado a zelar pela população aflita, apavorada, sofredora, pois ele é a encarnação do neoliberalismo, que nega a solidariedade contida em qualquer política pública da democracia. Mas nisso ele, mercado divino, talvez seja sincero: nada pessoal, só uma questão de continuar defendendo a exclusão social.

Mas essa ideia de exclusão está esparrada no território pátrio, graças à emergência de um rebotalho político, que se ergue como negacionista, negando as drásticas mudanças climáticas, que estão sendo mais frequentes e mais violentas, como negam a ciência e a inovação, como estupidamente negam a necessária e cuidadosa relação com a natureza, para que o cuidado com ela preservem as árvores das derrubadas dos desmatamentos, e que os verdes controlem as águas quando elas despencam, levando na enxurrada tudo que não se aprendeu com desastres anteriores e iguais.

O fato é que essa do Rio Grande do Sul tem levado pessoas, crentes do negacionismo, a dizer claramente que o problema não é decorrente da política, nem de mudanças climáticas.

Ora, se tudo depende da política, a natural prática da convivência social, entre pessoas e entre elas e o Estado, num país sob a regência e a responsabilidade social de seus políticos, a matéria, o assunto, a tragédia só pode ser política e, sendo política, emerge no entremeio da desgraça do Rio Grande do Sul a figura do seu governador, adepto do neoliberalismo, que no primeiro ano de seu primeiro governo, claro com a Assembleia apoiando, revogou mais de 400 (quatrocentos) artigos do Código Ambiental do Estado, esfolando a natureza de tal jeito que ela resolveu se vingar de tanta alienação, pois essa tragédia não foi a primeira, nem as do ano passado o foram. Mas esse simulacro de estadista foi além, ele fez um discurso para o mundo dizendo que as doações recebidas estariam prejudicando o pequeno comércio do Rio Grande do Sul. Essa declaração revela uma espécie de infantilismo político, de quem está perdido, no meio da desgraça, o zumbi da desgraça. Mas nessa falta de planejamento para esse grave problema junta-se o Prefeito de Porto Alegre, que tinha no orçamento do ano passado 400 (quatrocentos) milhões de Reais para aplicar em obras de prevenção de enchentes e nada, nada fez ou gastou.

A atenuação dessa estupidez só acontecerá se ele, governador, conseguir formar um movimento para revogar as emendas parlamentares de seus iguais, pois são 50 bilhões, que poderiam melhorar o caixa do Governo, retirando do imprevisto de sua aplicação, sem planejamento, e ainda convencer a famosa bancada ruralista cujas propostas são sempre para destruir a natureza, em favor da economia do desmatamento, da criação de gado, da mineração. Mas não fica por aí, porque ainda precisaria convencer os negacionistas de extrema-direita que a divulgação de notícias falsas é a demonstração do antipatriotismo, da falta de caráter e de moral pública, engolidos e negados por quem se apresenta, sendo rebotalho, como talento novo.

No começo da crise, o PSDB atual, que sugere memória saudosa, longe do espírito da cooperação nacional, antecipou uma crítica descabida ao governo federal. Foi desmentido e não deu mais, e rolou pela ribanceira que tentava subir.

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