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O cancelamento de Cristo

11 segunda-feira mar 2024

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Ser politicamente de direita ou de esquerda deve ser absolutamente normal, pelo leque de ideias e de expectativas que povoam a sociedade.

O que realmente se deve esperar e até exigir das pessoas é que tenham espírito crítico, ou seja, olhem ou leiam, dialoguem, escutem, pensem comparando e julguem, o que hoje se torna mais difícil de desenvolver, por responsabilidade da tecnologia de comunicação, que se não oferece o prato pronto ao pesquisador, oferece uma linguagem redutora que incentiva mais o interesse do estar resolvido rapidamente, do que a inquietação por querer saber, aprofundar e explicar.

O panorama político local e mundial está abastecido por noções religiosas que nos conduzem da bíblia sagrada, de onde flui uma forma de compreensão dessa nova “forma de religião”.

E a palavra de João Cezar de Castro Rocha (Rio de Janeiro, 1965), historiador, pesquisador, escritor, nos remete ao ano de 2007, quando igrejas evangélicas e pentecostais nos Estados Unidos, com irradiação para outros países, afastaram a matriz teológica derivada do novo testamento, que é Cristo, fonte de compreensão, respeito, misericórdia, perdão, amor, para substituí-lo por outra, agora do velho testamento, encarnado no Rei Davi, que venceu Golias, que conquistou a mulher do soldado Urias, para fazê-lo general e mandá-lo para o front da guerra, para morrer, como morreu Davi, como comandante de exército, o vencedor de todas as batalhas.

Nasce dessa fonte sucessora da teologia da libertação a teologia do domínio, que invade o campo da política, caracterizado por ser argumentativo e debatedor. Agora é imposta uma forma de religião com suas regras e normas e apelos religiosos, que não olham e não veem a realidade criticamente. Inoculam na mente das pessoas o que é necessário para que elas não saibam ouvir, pensar criticamente e comparar, dominadas pelo clamar de púlpitos dogmáticos. Eles incutem nas pessoas incautas não só perigos inexistentes como compensação material paradisíaca, a prosperidade material libertadora.

A teologia da libertação, católica, partia da realidade, seus atos e seus fatos, para conscientizar as pessoas, fazendo-as sujeitos da história, na construção de um mundo mais justo. Ela foi perseguida na própria igreja católica. E aquele entusiasmo fervoroso, que nascera com o Concílio Vaticano II, e o Papa João XXIII, esfriou tanto que deu margem a outra teologia. Essa teologia da dominação, cuja força impositiva, às vezes com disfarçada violência, às vezes com violência visível, inoculando na consciência o vírus da intolerância e do ódio. É a teologia da prosperidade, que cancela a solidariedade para qualquer trabalho, definida somente pela individualidade meritória e única.

O discurso político vira, então, um misto-quente com o discurso religioso, com o qual até Tarcísio, o governador de São Paulo, em live recente se apresenta nesse papel de político-pastor.

Com essa alteração teológica, cuja inspiração fez passar do segundo para o primeiro testamento, a pregação da fé do amor em Cristo, sua tolerância, sua estima e respeito ao outro, seu cuidado com a dignidade da pessoa, elevada à categoria de valor universal, ocorre a substituição de Cristo pelo Rei Davi, o grande comandante de exércitos, fazendo nascer a teologia do domínio, da prosperidade, do indivíduo que dispensa a solidariedade.

Com o domínio como finalidade, qualquer barbaridade ganha foro de normalidade sob a força impiedosa dessa central espiritual. O verbo válido para essa pregação é o do impor, destruir em nome dessa espiritualidade infernal, que é fácil de explicar e fácil de adotar, pela funcionalidade com que ousa explicar as pessoas e as coisas do mundo.

Não é estranho, mas absolutamente razoável, que se tenha tal matriz espiritual para analisar o genocídio atual de Gaza, emoldurado recentemente pela matança de pessoas, mulheres, crianças e homens, que famintos – de madrugada – correram para retirar alimentos de caminhões, quando foram metralhados por soldados israelenses e seus tanques. É o reflexo da teoria e da educação do dominar.

Tão forte é essa teoria do absurdo, que o Ministro da Defesa de Israel declarou, quando entrevistado, ter achado “excelente” a operação-matança, na qual mulheres e crianças constituem a maioria dos cadáveres.

Se analisarmos, essa dicotomia bíblica, fria e honestamente, com a escolha do guerreiro Rei Davi, diante do que foi o governo Bolsonaro e seu legado, não se encontrará nenhum setor em que ele tenha construído algo de bom, tranquilo, já que atuou permanentemente como destruidor, diariamente difundindo o ódio. Como pregador do ódio, que dispensa prova da paternidade do golpe tentado, proclamou deslavadamente, durante quatro anos, o golpe às instituições, até armando os Centros de Tiro, para serem o exército paralelo do desmonte final do Estado Democrático.

Com essa “forma de religião” o discurso político, por natureza propositivo, crítico ou não, mas civilizado sempre, ganhou o desafio do ódio, da destruição do outro, do adversário convertido gratuitamente em inimigo.

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O bordel das mulheres sob o nazismo

04 segunda-feira mar 2024

Posted by Feres Sabino in blog

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Não é porque o sionismo reina em Israel, como governo racista, violento e discriminador, genocida, com seu esforço para aparentar ser a encarnação do monopólio universal da dor, que nós poderemos ignorar as novas vertentes emergentes do horror cometidas pelo regime nazista contra o povo judeu.

Agora, recentemente, aparece em realidade brutal a instituição de um campo de concentração criado para ser o maior Bordel do Terceiro Reich.

Agora, só recentemente, vem a lume o resultado da pesquisa da historiadora espanhola, Fermina Cañaveras, que desde 2008, comovidamente, pesquisa a horrenda realidade das mulheres prostituídas, muitas grávidas com o ventre aberto para evitar o nascimento, tantas outras mortas caprichosamente, pela maldade entranhada na estrutura do Estado e na alma desalmada dos profissionais das armas, e de civis servis. Eles fizeram da descendência judaica feminina e masculina o objeto da sua sanha animal, sob pretexto de fazer da Alemanha o cenário geográfico da pureza da raça ariana.

O ódio desse regime, no qual a estupidez humana apareceu, nos tempos modernos, como forte objeto material e moral, da indignação da consciência universal, que desafiada gerou a Declaração dos Direitos do Homem, na Conferência das Nações Unidas, assinada em 10 de dezembro de 1948.

Esta Declaração assumia em palavras e em compromisso solene a certeza de que não haveria mais guerra. Mas depois dela se sucederam em muitos países do mundo, como se via na guerra da Coreia, na guerra do Vietnã, e os golpes de Estado em todas as regiões do mundo, inclusive na América Latina e do Sul aninados especialmente pela “complexo industrial-militar”, denunciado face à sua vocação expansionista pelo General Eisenhower, como presidente dos Estados Unidos.

Mas quando a Declaração foi concebida por força do horror da 2ª Guerra Mundial, não se conhecia a vertente exclusivamente feminina desse episódio histórico do qual não se pode esquecer.

O livro publicado na Espanha, em 2014 (El Barracón de las mujeres), e com o mesmo título em português – “O Barracão das Mulheres”, veiculado no Google, por Globo/Época no dia 24/02/24, descreve o horror instalado a noventa quilômetros de Berlim, exatamente em Ravensbrück, “… exclusivamente para violar os direitos das mulheres: estupro, abortos forçados e esterilizações, que eram os três pilares sobre os quais este campo de concentração e extermínio foi construído. Por ele passaram até 130 mil mulheres entre 1942 e 1945. Sobreviveram 15 mil, das quais 200 eram espanholas. Até o momento, Fermina Cañaveras conseguiu localizar 26 delas”.

Esse campo de concentração só de mulheres ocupa o segundo lugar em número de vítimas, o primeiro é o de Auschwitz.

A autora reclama que tradicionalmente a história é contada majoritariamente por homens, mas a desgraça que acomete as mulheres é naturalmente reduzida para, devagar, cair no esquecimento.

“Elas foram violadas cerca de 20 vezes por dia, na frente de muitos soldados que vinham para olhar, e muitas delas ficaram grávidas. Eram essas mulheres com as quais experimentavam, abriam seus ventres e as deixavam morrer, para ver quanto tempo os fetos aguentavam. Não se trata de morbidez, é memória, e assim deve ser contada”, diz a historiadora.

Ela se dedicava à pesquisa de outro projeto, quando encontrou uma fotografia esmaecida, que era de uma mulher “do pescoço até a cintura”, com uma inscrição em alemão tatuada no peito: “FED-Hure, prostituta do campo”.

Após o encontro com uma das sobreviventes, Isadora Ramirez (1922-2008), ela optou por escrever um romance.

O livro tem a apresentação do famoso Juiz espanhol Baltasar Garzon e seus colegas da Comissão de História do Teatro del Barrio de Madrid.

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Gaza está na pauta do mundo. Antes nunca esteve.

26 segunda-feira fev 2024

Posted by Feres Sabino in blog

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Genocídio: Delito contra a humanidade definido pela ONU. Consistir no emprego deliberado da força visando o extermínio ou a desintegração de grupos humanos, por motivos raciais, religiosos, políticos etc. (in: Dicionário da Língua Portuguesa, Encyclopedia Britannica do Brasil). Cada hipótese desse conceito foi introduzida no direito internacional, através da Convenção da Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, de 1948, no seu artigo II, a saber: a) matar membro do grupo, b) causar sérios danos físicos ou mentais a membros do grupo, c) Submeter intencionalmente o grupo a condições de vida destinadas a causar a sua destruição física no todo ou parte, d) imposição de medidas destinadas a impedir o nascimento de crianças dentro do grupo, e) transferência forçada de um grupo para outro grupo.

O ataque do Hamas aconteceu depois que o primeiro-ministro Benjamim “Bibi” Netanyahu, no final do ano passado, declarou da tribuna das Nações Unidas – ONU, a extinção da Palestina, já que apresentou o mapa da Grande Israel, em que ela não mais aparecia. Como desde 1948, Israel nunca cumpriu nenhuma Resolução expedida por esse coletivo internacional – ONU — esperava-se que existiria um mecanismo de prisão preventiva, confiante plenamente no sucesso da prática de extermínio prolongado, no tempo, como se já tivesse esvaído o sangue, a dignidade e a honra de um povo humilhado diariamente. Enganou-se, enganamo-nos. Nosso engano foi construído pela maneira com que nossos jornais e noticiários e comentários de TV se omitiram sempre sobre o drama diário dos palestinos, na faixa de Gaza cercada e na Cisjordânia, que constituiria o Estado palestino, mas vagarosamente ocupada por 700 mil colonos vindos de outros países, à custa e convocação do Estado de Israel, dirigido tradicionalmente por sionistas, que representam um movimento político raivoso, violento, discriminador.

Portanto, torna-se risível que jornalistas brasileiras, servis, afrontem o Presidente do Brasil por ele ter expressado, como líder mundial inclusive, o que a comunidade internacional pensa a respeito da morte de 30 mil pessoas, homens, mulheres e crianças, com requinte de ataque inclusive a hospitais.

Qualquer pessoa pode pesquisar no Google “Gaza – prisão a céu aberto”, e seguramente vai encontrar matéria muito anterior a atual guerra, que revela a normalidade da violência exercitada impunemente pelo governo sionista:

Em matéria veiculada no dia 30/07/2021, assinada por Sayid Marcos Tenório, sob o título: “Israel tornou a Faixa de Gaza uma prisão a céu aberto”, e registra: “O escritor Eduardo Galeano simplificou o apartheid que os palestinos continuam sofrendo com o bloqueio imposto à Faixa de Gaza por Israel desde 2007. Ele escreveu que Gaza se tornou uma ratoeira sem saída, desde que o Hamas venceu as eleições de forma limpa em 2006”.

E continua: “Durante esses 14 anos de bloqueio, a ocupação israelense tem privado os palestinos de seus direitos básicos, como o direito a uma vida decente, exercendo uma punição coletiva que pode ser considerada crime de guerra, de acordo com o Direito Internacional e o Direito Internacional Humanitário”.

Noam Chomsky (Filadélfia, 07/12/1928), linguista norte-americano, filósofo, em artigo divulgado em 2014, sob o título “O pesadelo de Gaza e a disputa de interesse” assinala: “No meio de todos os horrores que se desdobram na mais recente ofensiva israelense, a meta de Israel é simples: um retorno à norma. Na Cisjordânia a norma é Israel prosseguir com sua construção ilegal de assentamentos e infraestrutura, para que possa se integrar a Israel o que possa ser de valor, enquanto entrega aos palestinos os cantões inviáveis, e os submete à repressão e à violência. Para Gaza a norma é uma existência miserável sob um cerco cruel e destrutivo que Israel administra para permitir a mera sobrevivência e nada mais”.

O Google, em publicação de 10 de junho de 2013, veicula a matéria segundo a qual “Entre os dias 1 e 3 de dezembro de 2012, a eurodeputada Alda Sousa visitou Gaza, numa delegação internacional de que fez parte também a deputada Helena Pinto. Foram os primeiros estrangeiros a entrar no território depois dos intensos bombardeios israelitas da chamada operação “Pilar de defesa”.

A jornalista brasileira provocou o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, na visita ao Presidente Lula, e ele respondeu, ensinando políticos e demais interessados de boa ou má-fé, dizendo que era amigo de Lula, e viu nas palavras dele em relação à guerra de Israel solidariedade à dor, como ele mesmo declarante o era.

Recentemente, e surpreendentemente, o governo norte-americano disse estar incomodado com a ocupação ilegal da Cisjordânia.

A imprensa brasileira, mais ligada a interesses privados ou aos preconceitos emergentes na política, nem assim percebeu que não foi o Presidente brasileiro que invocou o episódio do Holocausto, símbolo da estupidez humana, com a morte de seis milhões de judeus, na 2ª guerra mundial. Foi, sim, o primeiro-ministro Benjamim “Bibi” Netanyahu que o mencionou, para usá-lo, mais uma vez, como se desse a ele e ao seu Governo racista o monopólio da dor e simultaneamente e, mais uma vez, para fazê-lo de blindagem das barbaridades que comete.

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