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“Da palavra ao fato”

14 sexta-feira out 2022

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Resenha por Marcos Zeri Ferreira

Artigos, discursos, reflexões postas em livro, escritas, sonhadas, vivenciadas pelo dr. Feres Sabino, amigo de muitas décadas.

Esse livro expõe às vísceras, a vida política e econômica da cidade e região, como cidadão, no exercício duma advocacia de alto nível. Presenteia-nos com fatos históricos da vida política de Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil, desde os acontecimentos trágicos de 64, até nossos dias.

É um ser humano duma singularidade especial. Não esconde suas opiniões. Como cronista, sua visão política de advogado militante há mais de 50 anos, fotografa com nitidez a vida política da cidade, do Estado, do país.

Ele sempre honrou a profissão de advogado, homem público, colaborando com a mídia desse país. No Diário de Notícias, mocinho ainda, trabalhou como aprendiz de Celso de Syllos, seu amigo inseparável. Suas crônicas semanais, nos jornais A Cidade, Tribuna e em outros veículos de imprensa. É difícil a gente ter o privilégio de encontrar um amigo do calibre de lealdade igual à do Feres. Tudo aquilo que falar dele é pouco. Tive o privilégio de acompanhar a vida infante de seus filhos José Feres e José Guilherme, num dos períodos mais críticos da sua vida, por ocasião do falecimento da sua companheira Catarina Chibebe Sabino.

Feres colaborou como Procurador, no governo Montoro, dirigiu a Funap no governo Covas, colaborou no governo Quercia e Palocci como seu Secretário de Justiça. Acompanhei a inquietação dos filhos pequenos ainda, sem a presença da mãe, quando ele precisou ausentar-se de Ribeirão, e nesses anos todos a nossa amizade tem sido testada de várias maneiras pela escola da vida, e saído vitoriosa.

Seu trabalho posto em livro revela a figura do Sonhador, do homem que acredita na justiça brasileira, no país que assume a sua posição de celeiro do mundo, não só como exportador de commodities, mas acredita no sucesso do parque industrial iniciado por Juscelino, o nosso Presidente Bossa Nova.

Essas linhas que esboço na tentativa de compreender o Feres, e sua trajetória como advogado, amigo, é muito pouco para explicar a construção duma amizade cuja solidez não esconde as incompreensões de percurso, o ego inflado de cada um, a incompletude que burila no cômputo geral a caminhada como amigos, que já dura mais de meio século. “Da Palavra ao Fato”, o olhar do Feres como advogado, político, amigo leal, raridade no planeta intoxicado pela volta do fascismo repaginado, da democracia emperrada para exercer a justiça social plena…

Marcos Zeri Ferreira é empresário, escritor e ex-presidente da Academia Ribeirãopretana de Letras.

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Convite à leitura

13 quinta-feira out 2022

Posted by Feres Sabino in blog

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Meu primeiro livro DA PALAVRA AO FATO (Círculo das Artes) reúne artigos e discursos do período compreendido entre 1974 e 2004.

Nele a celebração é da palavra que, como ação, constitui a arma e a elegância do advogado e do jornalista. Viver, conviver, convencer, persuadir, amar, pressupõe o vínculo comunicativo da palavra. Reivindicar, orar, lutar, defender direitos e interesses, através da palavra, constitui o elo invisível da aproximação ou da comunhão de todos na sociedade.

Às vezes, a palavra serve à disseminação da falsidade, ou à confusão de conceitos, quando em nome da democracia a liberdade de expressão é usada para destruí-la, no reinado dos impostores. E é com a palavra e pela palavra que eles são desnudados, desventrados, condenados e punidos na infindável caminhada da civilização.

Pode-se dizer que tais artigos e discursos perpassam o tempo da militância da política partidária, o da advocacia, com a participação na política da classe, lê-se Ordem dos Advogados do Brasil, o tempo da Associação dos Advogados, o tempo da Procuradoria Geral do Estado, o tempo da Assessoria Jurídica do Governo, o tempo da Secretaria dos Negócios Jurídicos da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, o tempo de Diretor Executivo da Funap (Fundação Manoel Pedro Pimentel), direcionada à ressocialização da pessoa prisioneira, e, finalmente, da Academia Ribeirãopretana de Letras.

Os artigos ou discursos não se sucedem cronologicamente, a sequência é temática.

Convido-o à leitura.

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A deslealdade política, como traição

10 segunda-feira out 2022

Posted by Feres Sabino in blog

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O partido político, quando e se organizado, classicamente é um intermediário entre as necessidades sociais e o poder político.

Essa rigidez de representação foi se quebrando, à medida que a consciência democrática foi se expandindo. E não esgotavam e não esgotam toda a expressão das necessidades.

A primeira ocorrência dessa alteração, em tempo de nossa militância, para ficar nos estreitos da experiência pessoal, emergiu na cidade de Piracicaba, quando associações de moradores se organizaram de tal maneira, sob o incentivo de um prefeito avançado, e a movimentação delas era considerada concorrente dos Vereadores.

Hoje, a qualificação se ajustou para que sejam tais associações e tantas outras respeitadas e ouvidas, como legítimos grupos de pressão, que ocupam seus respectivos lugares no mapa social e constitucional do Brasil, celebrando a participação social.

Um derivativo disso podem ser os chamados mandatos coletivos, em razão dos quais há forte pregação em campanhas eleitorais. A experiência vitoriosa e pioneira foi na Suécia, e no Brasil ela ganha adesão atual em “gabinetes parlamentares” divididos com pessoas que voluntariamente participam de discussão sobre a pauta, ou sobre o que deve constituir projeto de lei.

Sabe-se, hoje, que a experiência do associativismo ganhou forte densidade na teoria, incentivada pela prática que não está só no âmbito nacional.

Mas participação política que engloba muitos que não são membros de partido político algum. Esses membros assumem dois requisitos essenciais – o da lealdade e o da disciplina – que devem ser cumpridos, para que não confundam o lugar onde se encontram com lugar de lotérica de aposta, ou de um mero degrau ofertado à ambição do poder e ao oportunismo. Afinal, quem chega antes bebe água limpa. Água limpa às vezes não deve ser usada nem como figura de retórica na política.

Essa reflexão está sobre a maneira e o modo como ocorreu a adesão do atual governador de São Paulo ao esquema do segundo turno. Ela aconteceu imediatamente após o resultado do primeiro turno, quando o atual governador, sozinho e correndo, foi até o aeroporto comunicar ao Presidente da República que estaria com ele, no segundo turno. Até ele deve ter ficado surpreso com tal pressa, apressada. Mas o governador, depois, soube da concorrência de um outro apressado, que não foi ao aeroporto, mas gravou live verborrágica. Mas o atual governador, tal a sua cara dura, que não se envergonhou ao saber do candidato que disputa o segundo turno com apoio do governo federal, um desprezo absoluto: “não o quero em meu palanque”. Na hora surgiu o velho ensinamento da política – “amamos a traição, odiamos o traidor”.

Apoio político exige o mínimo de coerência pessoal e histórica, um compromisso transparente, uma dignidade na conduta. Líder político não adere ao opositor desprezando o partido político ao qual ele pertence. É verdade ser ele, governador, um membro de ocasião do PSDB, pois nele ingressou só para ser candidato e nas vésperas de sua indicação, mas aderir ao opositor, imediatamente após o resultado das urnas, caracteriza um desprezível gesto de oportunismo político, que agride violentamente a história de lutas comuns, a lealdade que vigorou durante tanto tempo para tais lutas e destrói a disciplina regente da atuação de todos, ali, no partido político.

No caso de São Paulo, houve secretários que pediram, dignamente, demissão diante do tal “gesto pessoal”. É assim que foi apresentada a justificativa dele, nunca confissão de naniquice ética inimaginada, mesmo por quem se apresentou de paraquedas para ser governador, adotando o PSDB, como obra de quem deu aula de traição política, o ex-governador Dória.

O PSDB (PARTIDO DA SOCIAL-DEMOCRACIA BRASILEIRA), sua história, seus fundadores, seus membros, sua militância, que tanto lutaram para a construção democrática desse país, não mereciam essa facada nas costas, que não teve o cuidado ético de ouvir, antes, Fernando Henrique, Serra, Tasso Jereissati, Aloysio Nunes, José Aníbal, que manifestaram opinião contrária à dele. Ele agiu (ou saíram) como se estivesse(m) requebrando em prostíbulo pobre, querendo louca e ansiosamente agradar o novo e rico cliente. Afinal, uma proposta de união estável, visando os cargos que estão aí…

Quem trai não merece ser seguido. Se o fundador do Cristianismo foi Cristo, Judas, o traidor, só serviu para ensinar o que não se deve fazer, para quem se deve lealdade e fidelidade. Essa lição serve a todos, por analogia, pois, ele, traidor, sempre é e será um reles traidor.

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