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Feres Sabino

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Feres Sabino

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Da palavra ao fato, livro de Feres Sabino

26 segunda-feira set 2022

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Resenha por Rui Flávio Chúfalo Guião

Conheci Feres Sabino no Otoniel Mota e mantivemos grande e fraterna amizade desde então, amizade esta consolidada pelo convívio na mesma turma da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde aprendemos Direito, fizemos política acadêmica, preparamo-nos para enfrentar os desafios da vida.

Ele acaba de lançar o livro Da Palavra ao Fato, uma coletânea de seus escritos, de seu pensamento, de sua ação como advogado, jurista, político, poeta e prosador.

Feres Sabino nasceu na vizinha Brodowski, onde deve ter recebido as influências artísticas de Portinari, embora tenha desenvolvido suas virtudes na escrita e não na pintura. Sempre foi estudante inquieto, perguntador, nunca satisfeito com o status quo, sempre querendo descobrir uma forma de melhorar a cidade, o país, o mundo.

No Otoniel Mota, participava do Parlamento Estudantil, genial criação do Professor Lourenço Torres da Silva, onde lançava suas ideias no debate entre colegas. Líder nato, presidiu o Centro Nacionalista “Olavo Bilac”, o grêmio estudantil daquela escola, sempre procurando debater os problemas nacionais e mundiais.

Lembro-me de um dia, quando fomos todos à Praça XV de Novembro, em passeata por ele conduzida, chamando a atenção da cidade ainda meio provinciana para a vitória de Fidel Castro, na Revolução Cubana, acabando com um regime corrupto e tirano. Ainda não sabíamos o que iria se tornar a ditadura Castro.

Na Faculdade de Direito, lia avidamente obras clássicas e de novos pensamentos e se angustiava por poder fazer pouco para mudar a situação do país. Dividimos um apartamento na rua Martins Fontes durante todo o curso e estava sempre lendo, pensando soluções. Participava da política acadêmica, dos debates entre as facções da escola, numa época pré Movimento de 64.

Formado advogado e tornando-se Procurador do Estado, sofreu terrível perda de sua esposa, em desastre automobilístico, deixando-o como pai e mãe de seus filhos pequenos, a quem transmitiu seus valores familiares de respeito e de honestidade.

Alçado ao alto cargo de Procurador Geral do Estado de São Paulo, no governo Franco Montoro, implantou uma gestão severa e eficiente, solucionou vários processos que se arrastavam há anos, engrandeceu o cargo e a classe.

Voltando a Ribeirão Preto e à advocacia, enfrentou esta como sacerdócio, na defesa da Justiça, assumindo cargos públicos, como Secretário dos Negócios Jurídicos da Prefeitura Municipal de nossa cidade, onde, por seu exemplo e seu dinamismo, deixou marcada a sua gestão.

Sempre escreveu. Na imprensa local, nos jornais paulistas, em várias mídias onde podia levar sua palavra de ordem, seu pensamento, sua preocupação com o justo, bem como proferiu discursos em sua característica forma de dizer.

Parte desses escritos e destas falas é que constituem a obra ora lançada, acatando sugestão de sua esposa Kátia, que um dia lhe disse ser preciso escrever um livro para deixar para seus filhos José Feres e José Guilherme. Na apresentação deste livro, responde à própria pergunta “que lição eles poderão retirar dele? Talvez um sentido de vida. Talvez uma maneira de estar presente diante dela. Talvez encontrando o seu lugar nela, talvez sabendo que qualquer limite pode ser ultrapassado para o bem ou para o mal”.

Escritor, orador, advogado, jurista, político e grande humanista, Feres Sabino é membro da Academia Ribeirãopretana de Letras, onde dignifica o tradicional sodalício.

Rui Flávio Chúfalo Guião é Presidente do Conselho da Santa Emília Automóveis e membro da Academia Ribeirãopretana de Letras

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Convite à leitura

22 quinta-feira set 2022

Posted by Feres Sabino in blog

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Meu primeiro livro DA PALAVRA AO FATO (Círculo das Artes) reúne artigos e discursos do período compreendido entre 1974 e 2004.

Nele a celebração é da palavra que, como ação, constitui a arma e a elegância do advogado e do jornalista. Viver, conviver, convencer, persuadir, amar, pressupõe o vínculo comunicativo da palavra. Reivindicar, orar, lutar, defender direitos e interesses, através da palavra, constitui o elo invisível da aproximação ou da comunhão de todos na sociedade.

Às vezes, a palavra serve à disseminação da falsidade, ou à confusão de conceitos, quando em nome da democracia a liberdade de expressão é usada para destruí-la, no reinado dos impostores. E é com a palavra e pela palavra que eles são desnudados, desventrados, condenados e punidos na infindável caminhada da civilização.

Pode-se dizer que tais artigos e discursos perpassam o tempo da militância da política partidária, o da advocacia, com a participação na política da classe, lê-se Ordem dos Advogados do Brasil, o tempo da Associação dos Advogados, o tempo da Procuradoria Geral do Estado, o tempo da Assessoria Jurídica do Governo, o tempo da Secretaria dos Negócios Jurídicos da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, o tempo de Diretor Executivo da Funap (Fundação Manoel Pedro Pimentel), direcionada à ressocialização da pessoa prisioneira, e, finalmente, da Academia Ribeirãopretana de Letras.

Os artigos ou discursos não se sucedem cronologicamente, a sequência é temática.

Convido-o à leitura.

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A Guerra da Palestina

16 sexta-feira set 2022

Posted by Feres Sabino in blog

≈ 2 Comentários

O livro de André Gattazz A Guerra da Palestina, de 2002, não trata o conflito, ora dissimulado diariamente, ora real, entre partes desigualmente armadas, o Estado de Israel e sua vocação expansionista, com o povo palestino. Esse conceito trágico de “A GUERRA”, que ele adota, é uma força de permanência que tem ultrapassado qualquer limite do tempo, já que não se prende a um determinado período: é contínuo. Ele, o livro, não transpira prevenção, ódio ou preconceito em relação ou contra o povo judeu.

Esse é um livro que transcreve um sem-número de documentos britânicos e norte-americanos, que revelam a longa política de ocupação da Palestina, iniciada na primeira metade do século passado, através de compras de propriedades dos colonos palestinos, até a brutalidade da desocupação acontecida após a votação internacional, na ONU, em 1947, que se utilizou da violência e da disseminação do medo e do terror das milícias sionistas. Depois, com o abandono dos imóveis pelos colonos palestinos, eles eram destruídos para descaracterizar qualquer identidade que pudesse alimentar o sonho do retorno.

Didático e objetivo, registra o como e o porquê da aprovação da divisão da Palestina, na Assembleia da ONU, na qual o poderio da pressão norte-americana foi definidor, pois, a maioria dos países que eram contra, e que foram convencidos, compulsoriamente, a alterar seu voto, porque os investimentos nacionais não teriam os créditos internacionais, ou os teriam se mudassem seus votos, como tiveram que mudar.

Esse trabalho de convencimento, mediante essa ameaça do país, que saíra da 2ª Guerra Mundial poderoso e único, precisou de mais tempo para trabalhar os votos que constituiriam a maioria, e eis que há dois calculados adiamentos de votação, para que tudo ocorresse como ocorreu.

Essa Assembleia foi presidida pelo brasileiro ilustre, admirável e admirado, que foi Oswaldo Aranha, muito prestigiado pelos americanos e britânicos, e que, antes, em determinado momento de sua história política, fora contrário à imigração de judeus para o Brasil. Aliás, já se comentou sobre a negativa da aceitação dessa imigração dos judeus da Alemanha nazista, já em 1934, quando os norte-americanos reuniram-se, em Évian na França, com 34 nações ocidentais que votaram pela negativa dessa imigração, salvo dois países nórdicos, sendo que o Brasil não teria participado do conclave.

Portanto, em 1947, o livro não diz, havia a carga da consciência de culpa pairando no ar, depois que os exércitos aliados romperam as cercas, os muros e os fornos crematórios dos campos de concentração nazistas, com a tragédia dos milhões de seres humanos, judeus, ou com seus corpos esquálidos ou com esqueletos enterrados em covas coletivas, envergonhando a raça humana, que sempre quis acreditar que o homem não é o lobo do homem. E, mais, a campanha presidencial de Truman, que seria o presidente eleito, necessitava do apoio dos grupos financeiros judeus.

A identidade palestina, diz outro autor, não se corporificara, ainda, diante do mundo, através da inteligência criativa de homens e mulheres, como literatos, cientistas e artistas, que se esparramavam pelo mundo. Na verdade, os países árabes eram contra a divisão da palestina, e contra a criação de dois Estados: palestino e judeu. Essa indefinição deixou solta a vocação expansionistas, inicialmente, das milícias armadas sionistas e depois, até hoje, a vocação expansionista do Estado de Israel.

A criação de um Estado Palestino tornou-se com o tempo mais difícil, especialmente porque Israel conquistou território, na guerra de 1967, que não admite devolvê-lo integralmente, o que seria possível só por pressão do governo norte-americano, hipótese praticamente impossível, pois Israel representa o enclave norte-americano naquela região. Nem mesmo como mediador os Estados Unidos se apresentam confiável, em função da preferência histórica em defender as pretensões e as conquistas de Israel.

Diz o livro, repito, de 2002, “Passados dois anos da revolta, Israel permanece com o controle total de 2,1% da área da Cisjordânia, onde há instalações de 190 assentamentos judaicos e 74 postos de controle militar de outros 89,4%. Aos palestinos resta a opção de permanecerem enclausurados em inúmeros cantões, que compõem 8,5% da Cisjordânia sob controle civil e militar palestino sujeitos às frequentes incursões punitivas israelenses e restrição de movimentos. Na Faixa de Gaza, mais de um milhão de palestinos vivem enclausurados por cercas elétricas numa região de 360 quilômetros quadrados, uma das áreas mais densamente povoadas do mundo. Apesar disso, ali continuam a residir ilegalmente 5.000 colonos israelenses, em 19 assentamentos, controlando 30% do território das melhores terras”.

“Além disso, Israel controla todas as fontes de água da Cisjordânia e da faixa de Gaza, destinando à população palestina uma pequena parte do que é reservado ao consumo de seus próprios cidadãos, mantendo aldeias e cidades por dias inteiros sem água.”

Como se mede a intensidade da humilhação diária que sofre a população palestina?

A perspectiva de paz na região é cada vez mais distante, pois ali o que se plantou, desde o início, foi um padrão de violência, iniciada pelas milícias que expulsavam colonos, continuou pela guerra, e continua com esparsos levantes de indignação palestinos, que só fazem crescer o patrimônio da violência. O exemplo clássico dessa frustração é o acordo de paz, presidido pelo presidente americano Bill Clinton em 1993, que resultou na homenagem mundial pela concessão do Nobel da Paz para Yasser Arafat e Yitzhak Rabin, cujo assassinato fez seu sucessor judeu recuar dos compromissos.

E, na verdade, Israel nunca cumpriu nenhuma Resolução do Conselho de Segurança da ONU.

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