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A mentira como verdade

03 segunda-feira fev 2025

Posted by Feres Sabino in blog

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Nessa era amalucada em que condenados por não poucos crimes têm o comando da grande potência nuclear do mundo terráqueo, o cerco não é mais ocupado, na primeira fileira, pelos magnatas do petróleo. O cerco agora é dos outros magnatas, donos das plataformas digitais, que estão no barco da desregulamentação total das redes sociais. Assim, a mentira, que ainda tinha, numa delas, a vontade e o poder de investigar a fonte da mentira, antes da posse do profeta do horror, anunciou sua adesão à licenciosidade da informação, invocando o direito à liberdade confundindo-a com licenciosidade, que é sinônimo de devassidão, indecência.

Nesse Brasil em que deputados pediram sanções ao Brasil, se os criminosos de 8 de janeiro não fossem soltos, e os bastardos civis e militares não receberem, outra vez, a água benta da anistia, – tais deputados – exercitaram o servilismo moral, com dinheiro público, sem conseguir se aproximar do grande Chefe, no dia de sua posse, na América do Norte, contentaram-se em assistir em solo americano à solenidade pela televisão. Pois é esse mesmo manto de servilismo plural e moral que agasalha o presidente da Câmara dos Deputados e o ajudou a impedir a votação da lei, estudada durante mais de dois anos, e que colocaria ordem no “galinheiro de ouro” das redes sociais.

O malefício desse instrumento ilude as pessoas que o utilizam, fazendo-as supor que são independentes. Não podem ser independentes se não são criadores, eles são usuários de uma tecnologia, que o domina sem que ele o saiba. Ela sabe exemplarmente da vida de seu usuário, e o controla, pela repetição de possibilidades ou de assunto, ou mentira, ou oferta daquilo que a tecnologia de informação sabe previamente de seu interesse. Assim, é facílima a projeção ideológica, a criação de um inimigo, absolutamente necessário no ideário nazista ou fascista, a lacração da dignidade da pessoa, assumida como inimiga, porque indigesta, pessoal ou politicamente ou ideologicamente.

O perigo desse derrame de mentira pode ser examinado pelo desgaste brasileiro, porque um fazedor de mentiras digitais de Minas Gerais torceu, mentiu sobre uma providência da Receita Federal, que pretendia fiscalizar dinheiro, como é o que se paga via Pix, e o tal deputado mais dois de sua laia divulgaram que o governo desejava criar imposto sobre seu dinheiro, que invadiriam a intimidade bancária, como se a Receita já não tivesse controle de transações comerciais, como as fortes suspeitas do episódio das “rachadinhas”. É o controle do Estado.

E o Estado quer saber se o Pix está servindo aos traficantes de drogas ou às milícias que infernizam o Rio de Janeiro e grande parte do território nacional, ou políticos e pessoas corruptas.

Deputados que mentiram não podem ficar impunes e junto deles os jornalistas, nessa época amalucada, que os protegeram atribuindo-lhes o direito de mentir. Só que político nunca teve o direito de mentir, e jornalista, que não tem obrigação de revelar a fonte da notícia, tem o dever de informar corretamente a verdade, para não desinformar quem tem direito a ser bem e corretamente informado sobre atos e fatos, especialmente naquilo ligado à política pública, seja qual for o governo.

O espaço das nuvens e dos bombardeiros militares, e das viagens de civis, está sob a ameaça da nova e massiva exploração, no melhor sentido nazifascistas do cumprimento do braço estendido para o alto de ______________, magnata da tecnologia da informação, e registrado pela televisão mundial.

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A desordem anunciada ou o profeta do horror

27 segunda-feira jan 2025

Posted by Feres Sabino in blog

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O profeta do apocalipse, com função de mando na presidência dos Estados Unidos, assume as rédeas de maior poderio militar, confessando situação de decadência, e por isso prometendo voltar atrás, para recuperar o respeito devido, o temor devido, a ameaça devida com o medo imposto. A truculência explícita, que marca episódios da história daquele povo, é rediviva, num mundo muito diferente daquele oferecido logo depois da Segunda Guerra Mundial.

Naquela época dividiram a geografia dos povos segundo a zona de influência definida.

Se a União Soviética era a grande rival do mundo capitalista ocidental, a queda do Muro de Berlim deu a certeza de que a história terminara, e o capitalismo vencera.

A Rússia enfrentou um tsunami, para depois se recuperar, enquanto a China, em silêncio, se oferecia à fome do lucro com mão de obra barata, o que atraiu tantas empresas estrangeiras, inclusive norte-americanas, na lógica infernal de sempre, porque dirigidas pelo interesse de lucros, o que demanda fartura de mão de obra precarizada.

E a China cresceu, na contradição do capitalismo, em sua fase financeira. Cresceu em silêncio, e não tendo interesse em guerras, sua política é de universalizar o comércio. Claro, se cresceu economicamente, socialmente, cresceu militarmente. Sua ciência aterrizou uma nave no lado escuro da Lua, onde ainda estava indevassável.

Esse crescimento concorrente incomoda os representantes da primeira economia do mundo, porque a chinesa já chegou à posição de segunda.

Mas, ao contrário do que pensam tantos idiotas patrícios, ou promotores da conveniência ideológica, entre as nações, entre os países, prevalecem os interesses primacialmente econômicos e financeiros, depois o resto.

E nesse embate declarado, entre a soberba e as ameaças de Trump e a discrição chinesa, com a Rússia, militarmente fortalecida, está o Brasil, considerado irrelevante; na fala presidencial. Ele não falou da anexação da Amazônia, alvo de olhares ambiciosos daquele governo desde o final de século XIX, mas declarou o interesse na anexação do Canadá, na anexação da Groenlândia e prometeu uma bandeira norte-americana em Marte.

O espaço vital alimentou a soberba de Hitler, a ponto de introjetar no sionismo sua maldade atualizada e amplificada, fazendo-o fabricante de genocídio – pior e mais cruel do que seu inspirador.

Esse sonho expansionista revela, na linguagem odiosa e guerreira de Trump, o anúncio da desordem como programa universal a ser realizado.

Se na nossa formação pedagogicamente assumimos um mundo de regras, ou seja, de leis, o trumpismo e suas “alcateias” de lá e de nosso país dedicam-se à destruição dos limites, o que vale dizer das leis, e para desacreditar as leis precisam destruir a legitimidade do Tribunal, que declara o limite das leis, o que incomoda e indigna os fascistas, os nazistas ou seus aprendizes.

O país que nasceu com emigrantes ingleses, repudia a imigração, mas sem destruir a causa profunda dela, ou seja, a atração da sede do próprio império, mundo de possibilidades, que não deixa os seus “satélites” crescerem, como país, como nação. Dividir para governar, é o lema.

O Brasil ficou omitido na fala do vitorioso, porque as pessoas que tentam dele se aproximar se apresentam com tal servilismo, que representantes de voto popular, nem Trump os respeita. E estes sem pensar no Brasil, não sentem, alienados, que eles ofendem o povo brasileiro, com seu servilismo.

Assistiu-se já ao então presidente da República, inelegível, bater continência, ato privativo de militares, à bandeira norte-americana, já exibindo servilismo. Agora, nessa linha de servilismo exposto, o governador de São Paulo ridiculamente coloca um bonezinho de propaganda de Trump. Ele veio das forças armadas, imagine só? Por isso, Trump, suponha com o enclave de São Paulo, o Brasil continua a presa fácil que é, porque eles, Brasil “mais precisa de nós, do que nós deles”.

Antes do governador, patota parlamentar e não parlamentar, aqueles certamente com dinheiro público, ou enriquecidos com emendas parlamentares, foram assistir à posse pela televisão, mas lá em solo americano. E para não votarem com cara de quem comeu e não gostou, visitaram o que foi assessor de Trump, Steve Bannon, um estelionatário, que xingou o Brasil e suas autoridades, enquanto a cambada aplaudia, vociferando.

Nós já estamos amedrontados, mas rebeldes e contestadores, agora marcianos que se cuidem.

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O país desencontrado

20 segunda-feira jan 2025

Posted by Feres Sabino in blog

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A distância mais próxima entre uma cidade, como a capital de um estado brasileiro, e a fronteira com um país vizinho é a de Porto Alegre. A distância é de mil quilômetros.

Essa imensidão agrupada a outras dimensões territoriais formam oito milhões de quilômetros quadrados. Imagina-se o tamanho da fronteira seca que delimita nosso território, e tudo dentro dele que exige do Estado para torná-lo efetivamente impermeável, cuidando de sua população e suas necessidades básicas e da sua relação com a natureza, que grita por socorro, como vítima dos humanos e das mutações climáticas.

Quando aquele indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram mortos, lá nos confins do Amazonas, na selva e no rio desguarnecidos de vigilância do Estado Brasileiro, um militar das Forças Armadas, que a imprensa não identificou, disse a verdade: “não há orçamento para estarmos permanentemente lá”, desfazendo o abandono da selva e do grande rio às milícias e aos traficantes de drogas.

Claro está que o mapa da solidariedade federativa, para essa imensidão cultural, política e social, torna-se impossível, apesar da imposição política, e dever de cumprimento pelos servidores públicos graduados como são os deputados e senadores, juízes, promotores e militares.

Qual é a estrutura de Estado que desejamos e que queremos ter? Hoje, prevalece a vocação vendilhona do patrimônio público, garçom da ganância de grupos privados.

Tanto não sabem que teriam vergonha, se soubessem, da gastança de bilhões de Reais, ou guardados em bolsos privados, ou empregados em obra nenhuma, ou em obra irrelevante, até impedindo de serem investigadas, já que o Presidente da Câmara Federal é o lambuzado-mor da dignidade política da representação popular.

A bonança dessas emendas parlamentares constituiu a força motriz de muitas vitórias de prefeitos e de vereadores, cuja vergonha não se esgota no sucesso, mas se revigora com a fraude da distribuição, que compromete o planejamento racional e nacional das obras necessárias para cada município.

A facilidade do assalto aos cofres públicos fez o primor da arrogância, para confrontar a autoridade judicial que estava exigindo transparência nos gastos, identificação do beneficiário e da obra, com memorial descritivo e tudo mais que seja obrigatório à necessária fiscalização pelos órgãos internos e pelo Tribunal de Contas.

Esses são os mesmos que não permitem que grupos privilegiados da sociedade brasileira paguem qualquer imposto, e não permitem que o Estado tenha reserva de dinheiro suficiente, para cobrir o Brasil de obras e serviços, e de vigilância eficaz de suas fronteiras. Um Estado que ordene e programe e zele pela “anarquia” inteligente e criativa do povo brasileiro e pela tecnologia e inovação, definindo claramente a estrutura do Estado que queremos.

Nosso desenvolvimento depende do que saibamos produzir, arrecadar e investir adequadamente, sem o esgotamento da fraude dos bilhões das emendas parlamentares e dos fundos partidários, para termos parque de ciência e inovação, o único meio de redução da distância que estamos em relação aos países dominantes.

Não podemos ter as Forças Armadas vigiando eficaz e totalmente as fronteiras, e cumprindo seu dever constitucional, porque não há receita suficiente para abastecer o orçamento público, contaminado de isenções e de má querência no pagamento de impostos. Só que precisamos delas ali, inclusive superando superados temas ideológicos, formando patriotas não golpistas, nem generais como esses que não passaram nos testes éticos, seja aquele da pandemia, seja o das vendas das joias no exterior, seja aquele que ordenou que fosse seu comandante atacado, e atacada a sua família, nas redes sociais, porque não era aderente do golpe que pressupunha matança de autoridades. Não basta cantar o Brasil como qualquer boquirroto, é preciso pautar sua verdadeira alma, suas reais necessidades e cuidar de suas riquezas e de sua cultura diversificada e de sua soberania.

Nossas instituições precisam passar pelo banho salgado da ética, para banir privilégios, para evitar a formação de castas, e fazer o que não fazem, ou seja, olhar com devoção a realidade do país, e querê-lo e decidi-lo justo e democrático, hoje e sempre, pois a democracia é sempre inacabada.

Não há dinheiro para cobrir a Amazônia desprotegida, limpando-a das milícias e do tráfico de drogas. Tarefa difícil porque a incapacidade do Estado deixou crescer no Rio de Janeiro o domínio bandido, espraiado pelo Brasil. Deixou crescer, no local onde havia a maior concentração de militares do Brasil, um enigma a ser decifrado por cientistas e historiadores, e quiçá pelos próprios militares.

O trabalho hercúleo é conseguir formar a pauta comum, que reúna a grande maioria, conscientizada, para o trabalho transparente da redenção nacional, que deve iniciar confrontando e inibindo a desinformação digital.

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