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Mata-se quase todos e a guerra continua?

14 segunda-feira out 2024

Posted by Feres Sabino in blog

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Volta-se ao assunto, já que falta algo muito grave na imprensa brasileira.

A guerra na Palestina – pelo noticiário da televisão e jornais brasileiros – já teria terminado, por falta de civis e combatentes para morrer, também porque o exército sionista matou crianças, mulheres e adultos, e toda liderança da turma da resistência, denominada “terrorista”, não comprometendo o Estado verdadeiramente terrorista, que já há 70 anos mata palestinos e árabes-palestinos, e até representante da ONU, numa política violenta de ocupação de terra alheia.

Não contam a história da violência da ocupação, e assim não contam a história da resistência, direito natural reconhecido para todos os povos explorados, humilhados, oprimidos.

Hoje, domingo, a violência do governo sionista, no sul do Líbano, atacou os capacetes azuis da ONU, que mesmo com o ataque se negam a deixar aquele pedaço de fronteira.

Essa afronta ao símbolo da força da Paz não surge pela primeira vez, nesse cenário raivoso e vingativo, que não se consegue mostrar ao mundo a real situação histórica, depois daquele assalto surpreendente contra alvos militares do governo sionista, que derrubou a crença da invencibilidade do seu Estado, assim como a derrubada das torres gêmeas já mostrara que não existe país completamente seguro, completamente invulnerável. Nessa linha de angústia e preocupação viu-se o surpreendente ataque do Irã, com mísseis hipersônicos passando pelos radares e pela tecnologia de defesa, atingindo alvos certos e militares, tidos antes como inatacáveis.

Mas essa dos capacetes azuis é um ato de violência que se liga à violência política do governo sionista-israelense, pois Israel jamais cumpriu qualquer Resolução do Plenário da ONU – Organização das Nações Unidas, fundada em 1946, ou do seu Conselho de Segurança, com a esperança de que jamais a humanidade teria a estupidez de novas guerras, como aquela provocada pela hecatombe nazista. Resoluções descumpridas, sempre relacionadas ao povo palestino.

Atualmente, os filhotes nazistas lá fazem o gozo de seu padrasto, gargalhando no inferno e, aqui, só não veneram abertamente esse Hitler longe do fronte, mas adotam palavra de ordem de igual teor e disseminam o ódio, como vitamina de força bruta, que poderá ser potencializada como aquela garantia de arma de fácil aquisição.

Essa onda de ataques à ONU até considerou o seu Secretário Geral “persona non grata” por Israel, por não ter condenado o ataque do Irã. A propósito, essa violência guarda íntimo conteúdo de igualdade com todos os ataques aos colegiados que estabelecem limite à atuação da “besta” desembestada. No Brasil os ataques ao Supremo Tribunal Federal, que na verdade é ao Poder Judiciário, têm sua filiação derivada da maternidade da barbárie.

Outra esperteza histórica, seguramente mantida por um poder econômico poderoso, é a mistura que propositalmente a propaganda faz entre o sionismo, movimento político discriminador e violento, e o povo judeu, que tal como o povo palestino tem direito ao seu Estado. Só que a expansão da ocupação do território palestino, mediante políticas públicas, azeitando colonos armados, inviabiliza, hoje, a existência de dois Estados.

O que se sabe é que o regime do governo sionista patrocina o apartheid social mais grave e mais violenta do que existia na África do Sul.

Mas, historicamente, apartheid tem prazo de validade.

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O danado do vovô

07 segunda-feira out 2024

Posted by Feres Sabino in blog

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Recebi, via WhatsApp, a imagem desgastada e a mensagem falada de um velho senhor, que poderia ser vovô de todos nós. Com sua memória prisioneira de um passado, ele adverte, como pedinte em fase de despedida, para que “não se esqueçam do petrolão”, e apresenta um número extravagante de prejuízo.

Era uma mensagem de coisa revisitada naquele arquivo criado pela sucessão da vergonha nacional.

Relembrar não é proibido, mas nem sempre cumpre a finalidade de quem relembra, já que não faz da lembrança um fantasma errante.

O provecto senhor, verdadeiro portador de interesses políticos e ideológicos, previne o brasileiro de que aquela desgraça financeira estaria ameaçada de ressurgir, para desonra nossa. E pretende realizar o aprofundamento da ruptura entre as pessoas pela instigação de um fato absolutamente superado, e engolido por outros posteriores, estes sim impunes.

O vovô nessa mensagem de terror, vovô terrorista, se esqueceu de que naquele episódio quem foi reconhecido como culpado teve sua condenação e cumpriu pena. Simples assim. Mas ele não informou assim.

O vovô não se preocupou com a realidade atual, como a inusitada pregação infernal e duradoura do ódio e das armas. Não se preocupou com a destruição de setores de controle dos serviços do Estado. A gastança para se ganhar a eleição perdida, através da compra disfarçada de votos. E nem da corrupção deslavada e emblemática de dois pastores que exigiam barras de ouro para marcar audiência presidencial, e que visitaram o Palácio do Planalto duzentas vezes, devidamente registradas. Não se lembrou daquele general aposentado, cujo filho era ajudante da desordem ética, cuja força de sua atuação sugere até alteração nos critérios de promoção ao generalato pátrio, tal o absurdo praticado. Esses são meros exemplos.

O vovô poderia ser direto e simples escolhendo, por exemplo, o fato emblemático da mentira política lançado no tempo e no espaço, como foi a da suposta caixa-preta do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, fundado em 20 de junho de 1952, que tem a União como sócio único.

O Presidente do Banco, no governo Temer, já desmentira a existência de qualquer dúvida na atuação do Banco. Era tudo legal, num quadro de servidores preparados e cumpridores da lei.

SIM, nada. Tudo dentro da lei, e com servidores competentes, o Banco sempre agiu dentro da lei, de acordo com suas finalidades e para o desenvolvimento do Brasil.

Mas o discurso da direita ideológica continuava sua pregação da mentira, pretendendo fazê-la verdade assim, repetindo-a, repetindo-a.

Foi contratada, então, uma auditoria norte-americana. Ela examinou milhares de documentos, milhares, e nada encontrou de errado, suspeito ou corrupto.

A auditoria cobrou e ganhou 42 milhões de Reais, do nosso dinheiro. O custo da verdade.

Era mais fácil e veraz o vovô estar ligado à corrupção volumosa e ainda impune acontecida depois.

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O Brasil e as bitolas estreitas

30 segunda-feira set 2024

Posted by Feres Sabino in blog

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O Presidente do Brasil, que procura governar com uma frente de partidos, recebeu, mais uma vez, o respeito da comunidade internacional. Ele fez seu discurso como estadista na Assembleia Geral da ONU e, em seguida, foi homenageado por Bill Gates. No Brasil, as bitolas estreitas nacionais permanecem rebeldes, já que não estão no poder, e não podem mais receber propinas das joias, nem ter general vendendo-as no exterior, para entregar dólares ao ex-presidente inelegível.

Mas as bitolas estreitas nacionais ainda não se saciaram com a gordura facilitada da corrupção deslavada das emendas parlamentares, às quais se soma a dinheirama do orçamento secreto, desviada – quiçá – para bolsos particulares de deputados apodrecidos de ética. Esses fundos particulares também realizam a compra disfarçada de votos, que favorecem a eternização dos corruptos, e não a rotatividade da representação parlamentar, como é próprio da essência da democracia.

Nesse clima nacional, a eleição da capital paulista se converte em cenário intermitente de pugilato direitista, depois que a disseminação do discurso do ódio alavancou os fungos e os vermes escondidos no subsolo da desgraça nacional. Eles abasteceram a indignação popular, e ela mesma se surpreende com a vocação deles em ficar mais tempo, intoxicando-a, para iludi-la e fazê-la de joelho, diante dos propósitos disfarçados de autoritarismo e de ditadura.

O Ministro Flávio Dino, do STF, na vertente nacional de salvaguarda da ética e da vergonha cívica, convocou os Presidentes do Senado e da Câmara Federal e demais representantes dos órgãos de vigilância e polícia e os de controle, para cobrar transparência na aplicação da dinheirama dos bilhões derivados das emendas parlamentares e do orçamento secreto. Elas e eles, quando trazidos à mesa da vergonha, fazem com que os Presidentes dos respectivos parlamentos se aproximem sempre do desplante de ameaçar, pela cassação do Ministro, via parlamentar, que é a do impeachment. Eis os larápios com força política, querendo “carteirar”, com arrogância e ousadia.

A figura sinistra desse palco de horrores políticos é o Presidente da Câmara dos Deputados, que recebe, não mais com surpresa, a possibilidade de continuação do inquérito instaurado pela Polícia Federal, em razão das emendas destinadas a seu estado de Alagoas. Quando a investigação policial chegou nas cercanias do Presidente da Câmara, através da perseguição dos denominados “kits robótica!”, o Ministro Gilmar Mendes arquivou o inquérito com as provas em frenesi, e cujo fedor de túmulo descoberto traz de novo a possibilidade de a investigação ser continuada. Afinal, até aconteceu a apreensão de quatro milhões de Reais, em notas colocados uma em cima da outra, até formar o conteúdo de um imenso armário, que espera a apresentação da prova lícita da origem do dinheiro, até agora sem pai, nem mãe.

O Ministro Flávio Dino ressurge para fazer ressurgir a exigência constitucional, que a danação parlamentar jurou respeitar, cumprir e fazer cumprir, sempre em solene juramento. Essa exigência constitucional restaura a relevância da regra ética-jurídica – a da transparência – que ficou no limbo desde que a ascensão do espírito infernal dirigiu a desgraça do país, durante quatro anos de impunidade, instigando o medo e as armas.

Nesse mar, a mediocridade, exibida como talento novo, procura navegar em mar revolto provocado por ela mesma, e o país fica desassossegado, pois se baixar a inflação o consumo sobe, o comércio vende e a indústria produz, mas o divino mercado financeiro não gosta, pois há redução da dívida interna brasileira, diminuindo a farta exploração. As bitolas estreitas nacionais querem permanentemente dificultar o governo de governar, e o divino mercado financeiro, beneficiário dos juros altos, fica mal-humorado, e se dispõe a conspirar contra a moeda brasileira, o que significa contra o país.

Na Assembleia Geral da ONU o Presidente do Brasil é ouvido e respeitado, depois até homenageado por Bill Gates, mas as bitolas estreitas nacionais aplaudem as estrepolias do bilionário Elon Musk, sem se preocupar com a colonização técnica, política e ideológica, que ele, colonizador, patrocina afrontando a dignidade e a soberania do Brasil. Um colonato atual festejado sob aplausos das “maritacas” do país do “Deus, Pátria e Família”, que alternam com a lembrança nazista do “A Pátria acima de tudo e Deus acima de todos”.

A esperança é que um terremoto ético sufoque as bitolas estreitas, e que um sentimento de nação ocupe o deserto da inconsciência e da alienação.

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