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A serpente é militar (da reserva)

16 segunda-feira jan 2023

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Ninguém pode se surpreender com o auge da barbárie, só porque ela alcançou o seu grau máximo que atingiu o coração do Poder político e jurídico do Brasil, num postal historicamente inesquecível: a destruição da sede dos três poderes da República. Afinal, no acampamento-mãe de Brasília, e mesmo nos comentários de rua de nossa cidade, alguns falavam e esperavam um acontecimento extraordinário lá na capital da República, como uma palavra de ordem, ou algo mais consequente do que ela. Seguramente, não há surpresa. Tanto que no artigo datado de 11 de janeiro de 2021, sob o título “O Oráculo da estupidez autoritária”, já se mostrava como o incentivador-mor considerava a invasão do Congresso norte-americano, dizendo que tal figurino poderia ser facilmente importado. Está escrito: “Se o caos não fosse o objetivo, a guerra contra a Covid-19 teria tido um planejamento, uma racionalidade. […] o Oráculo de Brasília, no seu pendor único de ameaçar a democracia, não se fez de rogado, e já preveniu que, em 2022, a dose da estupidez autoritária pode repetir aqui o que aconteceu lá na sede do império, se o voto impresso não for adotado”.

A fonte é o discurso do ódio, que até chegou a ganhar um gabinete, no Palácio do Planalto. E a barbárie utilizou inicialmente, para o acampamento-mãe de Brasília, familiares de oficiais da reserva e pessoas ligadas aos militares da ativa, possivelmente dentre os oito mil que estavam usufruindo de funções administrativas. Não é demais acreditar que oficial da reserva do governo anterior, no exercício de alta função, utilizou a blindagem com tais pessoas para impedir a ação da polícia militar para desocupação, naquela região do rico acampamento, à moda de férias, já que montados com todo conforto e higiene.

Se analisada a “capivara” do ex-presidente da República, está lá sua vocação terrorista, que pretendeu explodir quartéis para conseguir aumento de salários para a sua “companheirada”. Ela durante esses anos todos, mais de trinta anos, constitui sua base eleitoral cativa. Seguramente, é essa vocação que levou o G.el. Geisel a se referir a ele como “mal militar”. É esse capitão que, como deputado, prometeu, para salvar o Brasil, a matança de trinta mil brasileiros.

Na Presidência da República investiu no caos. Desmontou os colegiados ou de fiscalização, ou de educação, não criados por lei; militarizou a administração pública, com aproximadamente oito mil militares; instituiu escolas militares; frequentou todas as solenidades de quem usasse fardas; aumentou substancialmente o salário da polícia do Distrito Federal, omissa diante da barbárie; liberou mais de quinhentos agrotóxicos sem considerar a saúde do povo; atrasou a compra das vacinas de Covid-19; colocou Pazuello, o estrategista, na saúde para destratá-la, porque ignorante de medicina e de ética; mandou o Exército fabricar cloroquina; abasteceu com milhares de “camisinhas” tantos fardados; alimentou os pastores exigentes de barras de ouro, no Ministério da Educação, para que fossem liberadas as verbas aos municípios; avançou com seu instinto destruidor contra as universidades brasileiras, contra a cultura em geral; xingando impunemente autoridades e Instituições, nacionais e estrangeiras, isolou o Brasil da comunidade internacional, ofendeu a China, importantíssima parceira comercial; fez uma reunião ministerial, filmada como cartão-postal da ignorância raivosa e atrevida; fez tudo para desacreditar as urnas eletrônicas, levando o Exército a se tornar, ilegalmente, uma espécie de auditor delas e desencorajando-o a dizer claramente o que deixou subentendido, porque comprovadamente íntegras. Desde o início liberou a aquisição de armas, inclusive as de groso calibre, retirando a fiscalização eficiente do Exército, e facilitando com isso seu acesso aos traficantes e às milícias. As armas liberadas funcionaram como aviso prévio, quando usadas pelo desastrado Roberto Jefferson. Essa lição gravou-se, também, no delírio da deputada perseguidora de um negro, na capital paulista. Os chefes militares nada diziam da obrigação de defender a democracia, aceitando os atos antidemocráticos como se democráticos fossem, pois ali estavam esposa e familiares de companheiros da reserva, ou mesmo da ativa. E no dia “D” da vergonha nacional os batalhões, com seus comandos confusos, atrapalhados, e que deveriam defender o Palácio do Planalto, não foram vistos nessa defesa, somando-se à inanição da polícia do Distrito Federal, a melhor paga do Brasil. Para esse plano de confusão, o protocolo de segurança previamente estabelecido com o Secretário de Segurança do Distrito Federal e demais autoridades foi alterado, para em seguida esse Secretário assistir de camarote ao fim da onda terrorista, mas lá em Miami, acompanhado de seu Oráculo. Enquanto a Polícia Federal descobria a minuta de documentos para serem adotados após o sucesso terrorista.

Sempre se dizia que as duas Instituições do Brasil que estão esparramadas por todo o território são as Igrejas e o Exército. As Igrejas não têm competência para organizar acampamentos como “incubadoras da barbárie”, restando ao Exército, inibido por oficial da reserva, talvez exercendo função na segurança interna.

A forte impressão é que a gritaria da intervenção falava do caminho ilegal e antipatriótico que, na verdade, ouvintes da reserva militar desejavam executar, e que, presumivelmente, só não o fizeram porque há imponderável oposição no seio das forças armadas.

Mas a serpente sobrevive silenciosamente, enquanto a caixa de seu esconderijo não for aberta ao oxigênio da vida democrática.

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Pelé e o milagre

12 quinta-feira jan 2023

Posted by Feres Sabino in blog

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Impossível escrever algo de original sobre Pelé, sua carreira, sua vitória, sua memória. O mundo todo, desde as pessoas que circulavam pelas ruas do mundo, como políticos, profissionais de todas as profissões, chefes de estados, já escreveram curtas frases, como o mandatário francês que se tornou expressivo com três palavras (“o jogo, o Rei, a eternidade”) como um texto mais longo de Lula, corintiano que venceu a raiva, convertida em admiração, ou como o testemunho imperdível de Juca Kfouri, e suas histórias não contadas antes.

Na vida de simplicidade da alma, nunca perdida, mesmo até a conquista da glória do mundo, o menino nascido mineiro de Três Corações passou a infância em Bauru, onde ao lado do pai prometeu a ele, que chorava pela derrota no Maracanã em 1950, que lhe daria uma Copa do Mundo, o que aconteceu oito anos depois, em 1958, quando o menino completava 17 anos.

Brincadeira ou não, a intuição falara de uma ocorrência impossível de vê-la realizável, já que era uma criança condoída pelas lágrimas de quem fora jogador, e que teve encerrada a carreira, antecipadamente, por contusão no joelho.

Mas de que fonte viria tal aviso-prévio daquele acontecimento estonteante, que se consumiria com a taça do mundo entregue ao Brasil? Como poderia alguém supor como verossímil o que a criança disse lá atrás, se ouvida ela fosse? Como alguém poderia imaginar que naquele acontecimento futuro aquele menino se apresentaria ao mundo com a magia de seu corpo esportivo, e o espírito de quem vira antes a conclusão da jogada magistral, ele que procurava consolar o pai, jogador-frustrado, com uma promessa aparentemente sem sentido, como uma palavra descompromissada lançada aos ventos do mundo?

Então, a palavra se fez o verbo da atuação vitoriosa da seleção brasileira, e nela despontou a majestade de quem um dia receberia a coroa do Rei.

Mas, se o início dessa história é inquietante, o que dizer da repercussão dela no ambiente de um mundo, no qual não faltam quem escreva, que componha letras de músicas memoráveis, que cante, que pesquise, que descubra as maravilhas guardadas pela natureza, que ganhe prêmios e reconhecimentos pelas virtudes dos seus dons, dos talentos celebrados, das inteligências argutas e criadoras, todos e todas engrandecendo a obra da Criação, com o espírito privilegiado do ser humano, que deixa para trás o “Penso, logo existo”, já que o pensamento e o mundo se movimentam permanentemente, cumprindo a lei cósmica da energia divina, a que Teillard denomina Amor.

Momento e promessa inquietantes, porque aconteceu exatamente como fora antevisto, pois, a criança foi além, pois, ofereceu ao pai, ao país e ao mundo mais duas Copas do Mundo.

Mais inquietante, ainda, são os efeitos da arte de Pelé, pois ele escreveu com seus pés o que nenhum outro homem conseguiu fazer com a cabeça inspirada e suas mãos.

As grandes obras, os livros santos de tantas confissões ou religiões não geraram o milagre instantâneo de uma paralisação coletiva, magnetizada pelo que um time de futebol, e nele as pernas, e nelas especialmente as do Pelé, como o time do Santos e, nele, Pelé fizeram com a guerra de guerrilhas, lá no Congo, da milenarmente explorada África.

Houve alguma oração, algum desejo coletivo que, um dia, paralisasse a estupidez da guerra, sem um processo de acordo, um armistício? A possibilidade de um momento de lucidez e humanidade, no palco perverso das lutas intestinas e brutais, foi criada pelos pés animados pelo espírito do esporte, que é o de unir os povos, mostrando que a irmandade de todos tem também esse ponto de identidade revelado nesse episódio extravagantemente único. A guerra em pausa expectante para assistir a uma partida de futebol. A humanidade das pessoas conquistada pelos pés.

Um milagre inspirado pelo Deus da Criação, para dizer aos mortais que qualquer gesto, inclusive o dos pés, pode traduzir a sua mensagem de Paz.

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O Oráculo da estupidez autoritária

09 segunda-feira jan 2023

Posted by Feres Sabino in blog

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A invasão do prédio do Congresso dos Estados Unidos constitui a erupção das contradições do sistema eleitoral americano, que ficou sob suspeição desde a eleição do Bush filho, cuja fraude na vitória ficou blindada pela decisão da sua Suprema Corte, ou seja, sem constituir jurisprudência, e que ficou válida só para aquele caso. E com a derrota de Hillary Clinton para Trump aparece a contradição da vitória popular face à derrota no colégio eleitoral, que ela aceitou.

No entanto, na presente eleição as instâncias eleitorais e todas as Cortes estaduais dos estados em que os advogados de Trump apresentaram pedidos de recontagens ou impugnações, em todas elas o resultado foi confirmado, com o consequente despejo de Trump da Casa Branca, decretado pelas urnas. E a Suprema Corte rejeitou rapidamente conhecer dessa matéria.

O incentivo de Trump à violência, que afastou logo, logo, de sua companhia não só Israel e Arábia Saudita, mas tantos republicanos, encontrou solidariedade no governo brasileiro, que coerente com sua vassalagem fez aparecer no pensamento do atraso medieval do Ministro das Relações Exteriores, a barbárie do ato violento, justificando-a como vertente de uma verdadeira democracia, enquanto do mesmo lado o nosso Oráculo de Brasília, incansável no seu pendor único de ameaçar a democracia, não se fez de rogado, e já preveniu que, em 2022, a dose da estupidez autoritária pode repetir aqui o que aconteceu lá na sede do império, se o voto impresso não for adotado.

São sequenciais, no correr desses dois anos de governo, e numerosos no discurso presidencial nativo, as violações dos princípios democráticos que o nosso Oráculo, que não se envergonhando de colocar-se como vassalo do Trump, pronuncia inclusive ataques injuriosos ao próprio povo indignado, que o arrotou na eleição direta, dizendo que o “Pais é de Maricas”, o “País está quebrado” e que “Nada pode fazer”(mas ele não vai embora), quando, antes, durante e depois, pretendeu deslegitimar o Supremo Tribuna Federal, a imprensa e sua liberdade, a ciência pátria e suas conquistas, e tudo que confere ossatura a um Estado nacional. E cuidou de desmoralizar o exemplar sistema vacinal do país, em plena crise sanitária.

O Oráculo de Brasília prestigia as instituições militares, não só com visitas frequentes, vantagens financeiras e armamento para cuja compra no exterior pretendeu até isentar de cobrança de imposto, com aprovação do Ministério da Defesa, interditada cautelarmente pelo Supremo Tribunal Federal, como parece incentivar o caos, que é o que verdadeiramente interessa a ele e a seu bando.

Se o caos não fosse o objetivo, a “guerra contra a Covid-19” teria tido um planejamento, uma racionalidade, inspirada no que está escrito na Constituição, para enfrentar uma realidade nacional e mundial, que o Oráculo procurou minimizar, desacreditar, como se a crise estivesse no “finzinho”, quando na realidade ela simplesmente continua mais grave. É possível governo grávido de militares não executar planejamento algum? Se a guerra fosse outra, a vergonha seria igual.

A honestidade do general Pujol já declarou que as Forças Amadas defendem o Estado com suas instituições, e não o governo, e que elas ficam distantes da política. No entanto, é aterradora a flagrante contradição, já que o governo tem mais de oito mil militares, inclusive da ativa, exercendo cargos administrativos, e que certamente dia a dia gostam mais de ficar onde estão com seus acúmulos remuneratórios, ou opções mais vantajosas.

O nº 3 do Oráculo presidencial esteve na Casa Branca, na antevéspera da invasão, a convite da filha do presidente despejado, bebericando saberes, sendo que há pouco mais de três meses ele declarou, na televisão, que o fascismo não acontece do dia para a noite, ele vai se construindo, e citou seu exemplo, a Venezuela e seus militares. Será o filho explicando o interesse da família?

Nota: Em artigo recente houve referência a uma epígrafe: “Na Amazônia tem mais petróleo do que água”, como impressa em capítulo do livro “O General Góes depõe”. Agora, recebi da Estante Virtual, um volume de 1956. E nele ela não se encontra. O tempo decorrido, após a forte impressão causada, desculpa esse equívoco.

Texto publicado na Tribuna de Ribeirão preto em 12 de janeiro de 2021.

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