• Biografia

Feres Sabino

~ advogado

Feres Sabino

Arquivos de Categoria: blog

Brasil, acorda!

04 terça-feira jan 2022

Posted by Feres Sabino in blog

≈ Deixe um comentário

Nesse início de ano novo, só não se pode esquecer desse bando governamental que desgoverna o Brasil, investindo no pior, para gerar um caos quase absoluto e fechar o que resta de aparência democrática.

Esforça-se para saber a ruína brasileira no ano de 2023, quando se espera que um novo governo inicie a reconstrução do Brasil.

Nesse estranho Brasil, assiste-se o corrupto falar que combaterá a corrupção.

O Brasil não pode ficar nas mãos dessas lideranças de fancaria, civis e militares, que não se bastam em vender aos pedaços o patrimônio público, mas insiste em agir para que o Brasil seja rejeitado internacionalmente, como verdadeiro pária.

Mas a atuação do bando não é só vender rápido, deixar a boiada passar, significando momento apropriado para o assalto aos cofres públicos, e ainda alterar leis de defesa do meio ambiente, destruir os órgãos colegiados criados por decreto, ignorar o pacto federativo, jogando a culpa pela tragédia sanitária em prefeitos e governadores, como se a Constituição não definisse responsabilidade solidária, no caso de crise. E as compras adiadas das vacinas, com intermediários não só suspeitos, mas inidôneos, esperando só a bocarra indigesta receber o fluxo exorbitante da corrupção flagrada.

Mas esse inesquecível ano de 2021 nos brindou com a aprovação das Emendas dos Precatórios, não só adiando pagamento do que o Poder Judiciário chancelara como crédito definitivo perante a União, mas desviando bilhões para as chamadas emendas parlamentares, que representam o “mercado persa” dos votos dos parlamentares, agraciados como compensação monetária de quem vota com o governo. O Presidente da Câmara Federal torna-se, por isso e assim, homem poderosíssimo, pois relator e ele mandam na banca bilionária.

Hoje, ser parlamentar tem tudo para ser um cargo vitalício, pois é estar com o governo, para ter os benefícios das tais emendas, com a garantia do chamado “orçamento secreto”, quando a transparência é o comando constitucional dos negócios públicos.

Ainda eles têm as chamadas emendas parlamentares, estas individuais, com as quais o dinheiro é indicado não só pela importância da obra ou do serviço, mas preferencialmente onde surjam possibilidades de votos e de colégio eleitoral mais favorável. E, ainda, eles têm o fundo partidário de Partidos que são pessoas jurídicas de direito privado, e cujo dono reina, manda e distribui as verbas.

Com essa proteção financeira, como fica a tal rotatividade democrática dos cargos públicos? Já que cada parlamentar é cercado de tais e tantas benesses, que fazem a quase impossibilidade de alteração do quadro político.

Certo que a indignação popular, que obscurece a visão da realidade, pode eleger o pior, como fez com o curandeiro atual da presidência do país, mas só esperar da indignação sem que haja um voto consciente, aprofundado de conhecimento, é o mesmo que desacreditar a experiência democrática.

Mais ainda: é triste saber, como advogado e como cidadão, que o Conselho Nacional do Ministério Público, para não punir Deltan Dallagnol, adiou quarenta e duas vezes a apreciação do caso do PowerPoint, quando ele descaradamente afirmou não ter provas contra Lula, mas ter convicção, até o processo cair na prescrição. O CNMP reconheceu o abuso, mas infelizmente o delito, administrativamente, estava prescrito. Falta o julgamento do STJ – Superior Tribunal de Justiça, marcado para o mês de fevereiro.

A última desse bando que quer adiar a vacinação das crianças, dizendo querer discuti-la em audiência pública, quer passar o trator da mediocridade na decisão da Anvisa, gerida por militar digno, um almirante, que baseou sua decisão na Câmara, órgão administrativo instituído e constituído por membros representativos da sociedade, para suprir a protelação, no caso, da audiência pública.

A economia virou um fiasco, qualificado assim, depois que se descobriu que o rico Ministro da Economia escondia, agora descoberto diz-se proteger, o dinheiro em paraíso fiscal.

Se continuar assim, eles vão acabar difundindo: aproveitar-se da função pública, dispensam rachadinhas. E a inflação reapareceu, o desemprego aumenta e milhares de empresas fecharam suas portas.

E no Rio de Janeiro, onde as investigações iam de vento em popa, novo Procurador Geral da Justiça serve de barragem a elas.

Sair dessa ruína, não será fácil.

Compartilhar:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Email a link to a friend(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
Curtir Carregando...

Sob a luz do natal

28 terça-feira dez 2021

Posted by Feres Sabino in blog

≈ 1 comentário

O mestre Boaventura de Sousa Santos, sociólogo português, batizou o início do Século XXI, pela e com a emergência dessa crise sanitária, que varre a geografia e as pessoas de todo o mundo.

“A pandemia do novo coronavírus desregulou os tempos individuais e coletivos”, é a primeira frase do prefácio de seu livro “O futuro começa agora”, e para quem, como eu, que pensei e até escrevi que o início desse século data da derrubada das Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, a realidade faz com que me curve ao registro sinistro, implacável e incomparável desse nascimento, que se desdobra em outras cepas, iniciando de novo o que se pensara que se fora e terminara. Até quando? é a pergunta ansiosa que se repete dentro de nós.

Nela e nisso, apesar do esforço negacionista da mediocridade, eis que a ciência, os pesquisadores e as universidades de todo o mundo surgiram com o esplendor de seu mérito, procurando as respostas, sabendo-as não definitivas, mas perseguindo com devoção qualquer pista digna de exame.

Chefes de Estados, comandantes de aviões militares e suas ogivas nucleares, navios provocadores de situações arriscadas, cientistas, estudantes, homens e mulheres, pobres e ricos, crianças e idosos, homens de poder e sem poder, todos se perguntando como dura tanto tempo tal ansiedade, tal medo, será que ele está aqui? esse invisível malfeitor, que revela a insignificância de tudo e de todos.

O risco é igual, mas a desigualdade continua, e até se agrava, porque quem tem poder aquisitivo pode se resguardar e cuidar-se, enquanto milhões de pessoas, pobres e miseráveis simplesmente continuam como estão e ficam, e que no Brasil, como em tantos países, a tendência é a de piorar.

Esse quadro de pavor, criado por um terrorista universal e invisível, está reforçando o sentimento da solidariedade, que para os cristãos não foram suficientes mais de dois mil anos de exemplo, de orações e fundamentalmente de prática, para que a desigualdade não existisse.

Agora, já se sabe: se todos não forem vacinados, todos correm o risco de serem contaminados, mesmo os que tomaram a terceira dose. Não há garantia plena alguma, há possibilidade de enfrentar-se melhor o perigo, vacinando-se e usando máscara.

E o surgimento dessa nova cepa – ômicron – lá na África aguça, ainda mais, a ampliação da solidariedade, não só para doar-se a vacina, como emprestar o sistema de vacinação para imensas regiões radicalmente desatendidas. Todos por todos.

Boaventura registra ainda que o homem desde o Século XVI até agora agiu certo de dominar a natureza, mas agora tem a certeza de que ele pertence à natureza.

E, sob o influxo dessa realidade sinistra e funérea, com a solidariedade real e universal pedindo passagem, a intuição do falecido Celso Ibson de Syllos é lembrada naturalmente. Ele disse, uma vez: “O mundo futuro será traçado sob o influxo das correntes religiosas, cristianismo, judaísmo, islamismo e tantas outras”.

Feliz Natal.

Compartilhar:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Email a link to a friend(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
Curtir Carregando...

Os fabricantes de novas leis

09 quinta-feira dez 2021

Posted by Feres Sabino in blog

≈ Deixe um comentário

O nosso curandeiro da “gripezinha” era cercado de forte expectativa quanto à reforma do país, mas, vitorioso, a pretensão foi maior, tanto que brigou com personalidades nacionais e internacionais. A mesma ilusão interesseira teve o ex-ministro Moro, que aprendeu a conviver com o FBI e a CIA, agentes de segurança e espionagem norte-americana, e que não podem ficar alheios à candidatura de Presidente deles e nosso.

A verdade é que se instalou a República dos “puritanos”, apesar das “rachadinhas” familiares de um lado, e da ameaça às instituições, em especial ao Supremo Tribunal Federal, de outro e, quanto ao ex-juiz, ele contribuiu eficazmente, apodrecendo a legitimidade do Poder Judiciário.

Quando esse carnaval político entrou em recesso, eis que o trabalho parlamentar insidioso continuou o trabalho ininterrupto, para avacalhar especialmente a Constituição da República.

Vejam essa das emendas parlamentares, que são impositivas, para que o parlamentar atenda a seus eleitores ou eleitores em potencial, definindo com dinheiro público se obra, se prebenda. Vejam-se o tal orçamento secreto, uma desfaçatez de bilhões de reais, para serem distribuídos pelo Relator da peça orçamentária, para o parlamentar, desde que siga rigorosamente a ordem de votar com o governo, e o Presidente da Câmara luta para que não se saiba quem recebeu a dinheirama, nem se saiba para quem o parlamentar o fez.

Essa lambança institucional revela muito bem como esses embusteiros afetam a legitimidade de seus mandatos, situação não percebida pela população crédula, em regra, pois a informação ventilada não é massificada eficientemente, ou enfrenta a contrainformação destruidora.

Com essa prática a Constituição se tornou um verdadeiro matutino, considerada muito mais como um estorvo do que um pacto de convivência social, votada pela mais importante, porque democrática, Constituinte, diferentemente de todas as anteriores.

A Constituição é uma espécie de programa a ser cumprido pela nação, só que o sentimento de nação também virou peça de museu.

O planejamento governamental, que ingressou na prática administrativa com o governo Juscelino, se converteu nessa lambança na qual o dinheiro público azeita partidos políticos, deputados com seu orçamentos secretos, dinheiro para campanha, numa lavagem que faz das instituições a lavanderia de quem exerce mandato (nem todos são lavadores), aparvalhados com essa possibilidade de enriquecer com dinheiro público, dentro da lei.

E para onde vai a tal transparência cuja falta reiterada deveria ser motivo de prisão em flagrante?

O fato é que o planejamento, que racionaliza a aplicação do dinheiro público, deu lugar à individualidade do recebimento de dinheiro, e o deputado premia o seu curral eleitoral.

Aprendeu-se que o orçamento é a lei vital da administração Pública, mas atualmente ele é sucessivamente desvirtuado. A penúltima é essa emenda dos precatórios, que dá pedalada gigante de bilhões naqueles que ganharam ação na justiça, e passam a não saber mais em qual século receberão o dinheiro que deriva de ações judiciais transitadas em julgado.

A economia não avança certamente porque esse “bando” que assumiu o poder sabe mandar, mas não sabe planejar, muito menos governar. Sabe defender “amigos, filhos e parentes”, sem se curvar aos mandamentos da lei.

O país virou uma mixórdia. E o Presidente curandeiro, que um dia declarou que o Brasil para melhorar ele deveria matar trinta mil pessoas, já desistiu dessa ideia, porque a reconhecida “gripezinha” já matou mais de seiscentas mil pessoas, e os trinta mil devem estar no meio delas. Tanto que ele não teve a coragem moral de repetir a sua promessa. E aderiu ao Centrão.

Compartilhar:

  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Email a link to a friend(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
Curtir Carregando...
← Posts mais Antigos
Posts mais Recentes →

Posts recentes

  • O lixo do pastor
  • A soberania do Brasil e o espírito de vira-lata
  • A traição da fé
  • A PAZ, rediviva ou ressuscitada
  • A escumalha parlamentar na fase pré-natalina

Arquivos

  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • agosto 2015
  • julho 2015
  • junho 2015
  • maio 2015
  • abril 2015
  • março 2015
  • fevereiro 2015
  • dezembro 2014
  • julho 2014
  • junho 2014
  • maio 2014
  • abril 2014
  • março 2014
  • dezembro 2013
  • novembro 2013
  • setembro 2013
  • agosto 2013
  • julho 2013
  • junho 2013
  • maio 2013
  • março 2013
  • fevereiro 2013
  • janeiro 2013
  • agosto 2012
  • junho 2012

Categorias

  • blog

Meta

  • Criar conta
  • Fazer login
  • Feed de posts
  • Feed de comentários
  • WordPress.com

Blog no WordPress.com.

  • Assinar Assinado
    • Feres Sabino
    • Junte-se a 58 outros assinantes
    • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
    • Feres Sabino
    • Assinar Assinado
    • Registre-se
    • Fazer login
    • Denunciar este conteúdo
    • Visualizar site no Leitor
    • Gerenciar assinaturas
    • Esconder esta barra
%d