Na vida, entre altos e baixos, pode-se até adotar o “ganhar ou perder” como uma equação que atinge todo o período de uma existência humana.
Lição sugestiva é contada pela visita angustiada e sofredora que uma pessoa fez ao médium Chico Xavier, que ouviu dele – “Tudo passa”. Tempos depois, a mesma pessoa, saudável, recuperada e forte, revisitou o médium, ouvindo dele a mesma expressão – “Tudo passa”.
Assim, esse balanço da vida ganha até projeção e explicitação espiritual.
Nesse sobe e desce, regular e normal, o campo de atividade que pode mais e mais enriquecer a experiência pessoal é, sem dúvida, a atividade política, seja a da política partidária, seja a da política realizada em qualquer outro campo da atividade humana.
É na política que se disputa cargo, posição social, função, autoridade, privilégios, como em nenhuma outra atividade. É nela, justamente nela, que a ambição fica à flor da pele, chegando ao absurdo de dividir famílias, amizades, companheirismo, quando o espírito dogmático é o dominante no espírito do ambicioso, geralmente autoritário.
Mas, nesse turbilhão, o bom senso chega a tomar o seu lugar, pode emergir, acontecendo a chegada de um domínio da realidade da vida, em nível de superioridade cuja consequência é exemplar e pedagógica.
Assim o “ganhar ou perder” deixa de ser algo petrificado na cabeça e na alma do ambicioso, geralmente autoritário. Ele deixa de praticar o capricho rancoroso. Esquece a pequenez moral ou ética e se eleva para um nível de compreensão, que serve de referência. A conclusão da atividade política do “perder ou ganhar” é simples: aprende-se a ganhar, aprende-se a perder. Não se vive a soberba na vitória. Não se fica rancoroso na derrota. Os diferentes serão conhecidos, reconhecidos, compreendidos e sempre respeitados.